Ótimas notícias para o corredor no Dia Internacional da Cerveja

Paulo Vieira

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NÃO EXISTE ESPAÇO VAZIO NO PODER, diz o ditado, assim como também não existe espaço vazio no mercado editorial.

Ok, forcei a mão. Até porque a frase, como diria o poeta, não corresponde aos fatos. O que não faltava nas redações, antes mesmo da pandemia, era espaço vazio.

Recomecemos.

NÃO EXISTE VAZIO NO PODER, mas existe um verdadeira clareira amazônica circa Ricardo Salles no mercado editorial brasileiro esperando para ser ocupada. Um título como a Runner’s World, por exemplo, que teve seu grito de misericórdia brasileiro em março, taí, soltinha no espaço, disponível para o louco que quiser pagar em dólar 6 x 1 pela franquia.

Aqui vamos mais na mão grande, quero dizer, na homenagem. E para celebrar este Dia Internacional da Cerveja, nada melhor do que evocar a articulista da edição americana Heather Irvine, que na terça-feira mandou o seguinte:

(vou resumir a parada.)

a) O mercado de cervejas de baixo índice alcoólico vem se sofisticando. Acabou o tempo em que beber uma latinha de 0% ou próximo disso tinha o prazer de um remédio da botica Ao Veado de Ouro.

b) Quando bebida com responsabilidade e moderação, a cerveja traz benefícios de saúde. Do menor risco de ataques cardíacos à diminuição da probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2, passando pela prevenção da osteoporose – neste caso, a contribuição maior vem das mais lupuladas –, cada vez mais instituições de pesquisa mundiais vêm mostrando a associação positiva entre o consumo responsável da bebida e a prática de atividade física.

Pra aumentar o pace/Foto Flickr

c) Maratonistas que bebem de 1 litro a 1,5 litro de cerveja 0% álcool diariamente nas três semanas anteriores e nas duas seguintes ao Dia M têm reduzido o risco de inflamação do trato respiratório. Pois é: ciência. É um estudo publicado na National Library of Medicine dos Estados Unidos.

d) Álcool desidatra, sabemos, mas um estudo publicado no Journal of the International Society of Sports Nutrition mostra que beber cerveja de índice alcoólico não superior a 4,5% junto com água depois de uma corrida ou treino não retarda a recuperação – tem o mesmo efeito, aliás, de se apenas tomar água; estamos dando de barato aqui o ganho espiritual, digamos, e, mais ainda, de performance que a cerveja pode trazer.

e) Por fim, mas isso pode ser apenas recurso retórico da grande Heather, ela torce para que chegue logo o dia em que cerveja possa ser consumida como uma bebida matinal. É que enquanto a família está acordando para o café, ela já está com um respeitável Cooper feito.

Saúde.

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 9 (4 em SP, 2 Uphill Rio do Rastro, Rio, UDI e uma na Nova Zelândia), com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

Um Comentários

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    Renan Pereira

    Matéria excelente, gostei muito do conteúdo vou começar a seguir sempre junto com o blog da Atletis que eu gosto muito, parabéns.

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