Semana do Maratonista: aprenda a fazer prancha, a cretinice fisiológica e Balu contra os mitos

Paulo Vieira

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PROMESSA É DÍVIDA, E, COMO DIZ seu cunhado, só prospera quem tem dívida – empresta mais quinhentinho aí?

Ontem dei início às celebrações da “Semana do Maratonista” – já vejo o Figueiredo naquele baba-ovo do Sílvio Santos da Semana do Presidente – e disse que ao longo destes dias ensolarados reeditaríamos o pensamento vivo de treinadores, educadores físicos e CEOs de assessorias esportivas que já passaram por este pasquim.

Hoje é a vez do pessoal de D, de dado, a I, de Iramar.

Começamos com Danilo Balu, o homem que com muita justeza tem horror às corporações. Ele deu uma interessante entrevista ao JQC em janeiro, mas ultimamente, tal qual o consulado português, não responde mais meus e-mails súplices.

DANILO BALU, bacharel em esporte pela USP (segundo ele próprio) é autor dos livros O Treinador Clandestino e O Nutricionista Clandestino, que podem ser adquiridos através do link acima.

BALU NO JQC: O DEMOLIDOR DOS MITOS DA CORRIDA, PARTE 1

O DEMOLIDOR DOS MITOS DA CORRIDA, PARTE 2

A gente precisa sempre entender que a assessoria esportiva no Brasil não vende treinamento de corrida no sentido técnico da palavra. Ela vende principalmente carinho e atenção. Tecnicamente falando, treinar amador é fácil demais!

O alongamento é um momento em que você pode oferecer mais um pouco daquilo que o cliente mais quer: carinho e atenção.

Eu acompanhei por toda uma temporada atletas olímpicos do atletismo. Sabe quantos alongavam? Você imagina a resposta. Em agosto passado acompanhei por um mês alguns dos melhores nadadores do mundo antes de embarcarem para os Jogos do Rio. Sabe quantos alongavam? Pois é. Ou você deduz que o alongamento nas assessorias é resultado de um desejo dos clientes (e não dos treinadores) ou então você acredita que os amadores precisam de algo especial que nem mesmo alguns dos melhores atletas do mundo necessitam.

DARLAN DUARTE, sócio da assessoria Pacefit, é educador físico com pós-graduação em Biomecânica do Esporte e Treinamento Desportivo na FMU (São Paulo).

Ele aparece no vídeo embebido abaixo para ensinar alguns exercícios de fortalecimento do “core” por amor de aguentarmos o tranco na hora de correr.

E também para dar uma forcinha para o canal JQC no YouTube, pois esse vídeo é o recordista de audiência no canal.

DARLAN DUARTE E PACEFIT NO JQC: A ESCAPADA DO SEDENTÁRIO 

IBERÊ DIAS, juiz de direito da vara da adolescência e da infância de Guarulhos, é incansável na causa da adoção. Veja o que ele diz no vídeo embebido abaixo.

Tem capacidade mnemônica digna do Maluf – não sei se aprovará a comparação – e estuda treinamento físico e maratona com a dedicação de um juiz de direito diligente.

Seu melhor tempo de maratona é 2:44.

REPITA:

– Dois e quarenta e quatro.

A maratona é uma idiotice, um absurdo, uma cretinice fisiológica, sem nenhum propósito razoável. Fala-se muito do ‘muro’, da depleção (perda) de glicogênio a partir do 30K-35K. Mas eu diria que o muro não está relacionado exclusivamente a isso. Acho que há um bom tanto do desgaste das fibras musculares, e há o cérebro gritando que você é um idiota completo por querer continuar correndo depois de, sei lá, 35K.

Para quem está sempre procurando o limite, ainda que haja gasolina azul – glicogênio – no tanque, as fibras musculares já estão pifando, a temperatura corporal estará mais elevada, o cérebro estará remando contra para manter viva sua espécie

IBERÊ NO JQC: MARATONA, A CRETINICE FISIOLÓGICA

 

 

 

 

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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