Ultra Carlos Dias fala do Desafio 2 Extremos

Paulo Vieira

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CARLOS DIAS, O CARLÃO, homem que tem assento preferencial nos conselhos fiscal, administrativo, patrimonial e ideológico deste pasquim, está, como se sabe, em pleno desenrolar de seu Desafio 2 Extremos.

Assim como já fez na década passada, o ultramaratonista cruza o Brasil em seu passo de “tartaruga ninja” – pace 7, ou seja, 7 quilômetros por hora. Saiu do extremo sul, o Arroio do Chuí em 15 de abril, e pretende chegar ao monte Caburaí, em Roraima, lá por outubro.

Utilizou-se até agora do acostamento de estradas de rodagem de tráfego bastante pesado, como as BR 116 e 101. Quando chegar à Bahia deve passar a usar caminhos alternativos.

Por que o homem faz isso, ele que não tem arroubos de sertanista, expedicionário, etnógrafo ou garimpeiro?

Uma possível resposta é que é esse, oras, o trabalho que ele inventou para si próprio. Há também um propósito social na coisa toda, pois parte do que arrecada com a venda de “quilômetros” – entenda como isso funciona no site do parça – é destinado ao GRAACC.

Mas deixemos que ele mesmo tente responder a essa pergunta no vídeo que vai embebido abaixo  e que registra uma conversa peripatética do parça com o editor deste JQC em São Paulo, onde ele faz desde sábado um pequeno interregno na sua jornada.

DESAFIO 2 EXTREMOS – O PRIMEIRO DIA

O HOMEM QUE NÃO PARA JAMAIS DE CORRER

NA MARA DO RIO, COM CARLÃO

Depois de conceder uma palestra sobre o Desafio 2 Extremos na ONG  Viva e Deixe Viver, que se dedica a alegrar os dias de crianças hospitalizadas, e antes de cair no samba no bar do Baixo, na Vila Madalena, ele caminhou com o editor deste pasquim por parte do Minhocão.

A personagem mais divertida que ele encontrou nestes 28 dias não está na gravação. Era uma gaúcha que duvidava que ele estava a correr e que seu parceiro naqueles dias ao sul de Pelotas era mesmo deficiente visual.

Segura.

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

2 Comentários

  1. Tony Silva

    Muito bom!
    Realmente o ‘Carlao’ é um cara especial. Me acostumei a chamar ele de Herói, apelido dado pelo Francisco, companheiro dele de outras aventuras.
    Agradeço ao Valdir Cimino, presidente da Associação Viva e Deixe Viver – Contadores de histórias – pela parceria na palestra de ontem.

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  2. Carlos Dias

    Gratidão Tony pela amizade e torcida, agradeço ao Paulo e toda equipe do JQC por dar visibilidade ao desafio. Muita luz na trilha de vocês

    Responder

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