“Tudo o que eu quero é beber cerveja e treinar como um animal”

Paulo Vieira

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“TUDO O QUE EU QUERO é beber cerveja e treinar como um animal.”

Matizando um pouco a parte do treino, faço minhas as palavras do corredor neozelandês Rod Dixon, sujeito que foi bronze nos 1500 metros dos Jogos Olímpicos de Munique (1972) e vencedor da maratona de Nova York de 1983.

Foi o primeiro estrangeiro a vencê-la, caso não se leve em conta a origem do americano nascido em Cuba Alberto Salazar.

Dixon, como se vê, era versátil, certamente um dos mais versáteis atletas do alto rendimento do século 20. Cravou dois anos depois de Munique um dos melhores tempos da história para os 1 500 metros, 3:33:89, e também correu a mara abaixo de 2:10.

Seu recorde nos 42K, 2:08:59, é uma marca impressionante para um especialista em distâncias muito menores, similares à da Beer Mile.

O cara também era um touro enloquecido no cross country.

O que só reforça o que já dissemos aqui: quanto mais birita, mais performance.

MAIS BIRITA, MAIS PERFORMANCE

O MAIOR CLUBE DE CORRIDA DO MUNDO É DE UMA CERVEJARIA

A MARATONISTA CERVEJEIRA

Não se sabe exatamente quando Dixon cunhou a frase famosa, mas segundo fóruns de internet sua lager de predileção é uma da centenária Yuengling, mais antiga cervejaria em atividade dos Estados Unidos, baseada em Pottsville, na Pennsylvania.

Dixon também é notável por levar uma metodologia de atividade física a crianças de todo o mundo a partir de sua ONG, a Marathon Kids. O objetivo não é tornar crianças maratonistas, mas fazê-las useiras e vezeiras da atividade física, notadamente o cascalho, além de instilar bons hábitos alimentares.

Segundo dados do site da organização, ano passado cerca de 92 mil crianças de 523 escolas americanas foram impactadas pela metodologia.

Foto da homepage: Rod Dixon vence a mara de NY/Reprodução Facebook Rod Dixon

 

 

 

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

2 Comentários

  1. Alan Carvalho

    Eu discordo disso veementemente, o álcool além de catabolico desidrata. É inconsebivel a ideia de beber e ter alto rendimento… Não sei quanto a indústria da cerveja pagou para ele, ou quanto as pessoas gostam de se iludir…. Quem procura rendimento não deve chegar bem perto do álcool… A fisiologia está aí para quem quiser teimar…

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  2. Antonio Bellas

    Corro desde 1981, com regularidade idêntica na cerveja
    Continuo magro, sem lesões, exames absolutamente normais e feliz da vida!
    Acho que o segredo da vida é moderação para quem precisa e não pode, e o resto faz o que acha que deve….
    Não se trata de apologia a birita, mas apenas o relato de um sujeito que tem uma vida normal (por que pode), versus uma turma que se beber um pouquinho já não consegue correr, estudar trabalhar e etc (esses devem!)
    Porem é inegável que 2h8min é só para quem pode…ainda mais tendo cerveja na ideia

    Responder

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