O novo treinamento funcional

Paulo Vieira

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PARA DAR CONTA DOS 42K DE SUA PRIMEIRA mara, a de Chicago, a repórter da TV Globo Janaína Lepri fez este ano uma preparação digna de atletas de performance.

Jana não apenas seguiu o ciclo canônico de intensidade e volume com os parças da assessoria Run & Fun, como fez o treinamento funcional vitaminado da professora Kika Medeiros, da academia Competition.

JANAÍNA LEPRI FAZ CHICAGO

CACO FONSECA, O CAPITÃO NASCIMENTO DA RUN & FUN

PORTUGUESA, VOCÊ FAZ PARTE DE UMA GRANDE FAMÍLIA

Kika segue a metodologia IHP,  criada pelo cubano radicado nos Estados Unidos Juan Carlos Santana, o “JC”, fundador do Institute of Human Performance, academia de Boca Raton, na Flórida, onde Santana aprimorou a técnica.

Além de Kika, apenas outros três professores da Competition, todos treinados na Flórida, utilizam hoje o método, mas o IHP deve ganhar em janeiro uma unidade 100% dedicada na rua Pamplona, em São Paulo.

Kika, que é triatleta, educadora física formada pela UniSant’Anna e ex-jogadora de futebol da Portuguesa, explicou a este editor casmurro os traços de distinção do treinamento funcional criado por JC.

A ideia é que ele seja “integrado”, que seus exercícios ativem vários grupos musculares numa única série – até aí, nada que não tenhamos visto no pilates e mesmo em outros circuitos de treinamento funcional.

A novidade é a periodização do “começo ao fim”, em que o fim coincide com a principal prova ou desafio que o aluno pretende disputar, como, no caso de Jana, a maratona.

O aluno passa por fases diferentes durante seus meses de treinamento, com ênfase em força, potência e hipertrofia muscular. Durante cada um dessas fases ele só tem exercícios específicos – nas semanas de hipertrofia, por exemplo, é 100% musculação.

Tudo isso seguindo o preceito do treinamento metabólico: muita intensidade e pouco descanso durante os 40 a 45 minutos de aula.

Não há exercícios de propriocepção, mas sim de estabilidade, que, segundo Kika, acabam por melhorar o equilíbrio geral de seus pupilos. Eles jamais irão subir num bosu, mas farão agachamento unipodal (sobre um único pé).

Numa entrevista à Runner’s World americana, Santana explicou que na corrida há movimentos rotacionais do core por conta da atuação simultânea das partes inferior e superior do corpo. Por isso acha mais valioso exercitar diversos músculos num único movimento do que isolá-los em exercícios estáticos.

Em 2015, sua academia foi considerada uma das dez melhores dos Estados Unidos segundo a revista Men’s Health.

 

 

 

 

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Paulo Vieira

Paulo Vieira corre pelas ruas de São Paulo desde os 15 anos e pelo mundo desde os 32, quando passou uma temporada em Londres. Adora correr em estradas rurais, descobrir novos caminhos e ir e voltar do Pico do Jaraguá. Mas agora anda frequentando também treinos no Parque Villa-Lobos às 7 da manhã com seu tênis minimalista - desde que a Lusa não jogue na véspera.

Um Comentários

  1. Simone Sartori

    Graças ao trabalho impecável da Kika durante o tratamento de lesão, completei uma prova de 5k, depois de um ano e meio afastada, com o melhor tempo desde que comecei na corrida, em 2014. O mais incrível é que o foco não era a performance, e sim, voltar a correr sem dor.
    Me faz crer que o método IHP não apenas é a evolução do funcional, mas também a “revolução” do treinamento físico. E a Kika, como treinadora de
    musculação e corrida, é muito habilidosa em “enxergar” o aluno e extrair dele o melhor desempenho, de forma natural e sem pressão.
    Agora, a nossa meta para 2018 é sair dos 5k para os 21k. Tenho certeza que será algo bastante possível depois dessa experiência.
    Recomendo fortemente. 🙂
    Um abraço.

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