A revolução do camping

Paulo Vieira

AO VISITAR A NOVA DECATHLON da pauliceia, no mesmo prédio do Carrefour do parque Vibra-Bolos, em dezembro passado, eu e um pequeno grupo de coleguinhas fomos apresentados a todas as seções da loja.

O guia da visita foi o próprio chefão dos negócios brasileiros da multinacional, o francês Cedric Burel.

A NOVA DECATHLON

11 RAZÕES PARA NÃO GASTAR OS TUBOS NO TÊNIS NOVO

EM CUNHA, ENTRE FUSCAS E XLs, UMA MARAVILHOSA CORRIDA RURAL

MEU HEROI, NOSSO HEROI GUI CAVALLARI

TRANSPATAGÔNIA, O FILME

A CORRIDA DA SAKURA

Talvez por ser europeu, uma das seções em que ele mais se deteve foi a de barracas. Vimos uma demonstração prática de como se montar uma daquelas em o quê? Dois ou três segundos?

Suave no tent
Suave no tent/Foto: Emifaulk (Flickr)

Felizmente vão longe os dias em que se gastava uma hora, hora e meia para montar uma canadense sem avancê na praia Vermelha.

E de madrugada, quando caía a chuva torrencial, sifu, pois invariavelmente esquecíamos de cavar as canaletas para escoamento da água.

Na hora de dobrar e colocar tudo de volta no bagageiro da XL, meu deus do céu.

Pois agora tudo mudou, e quem vai contar como, quando, onde, por quê e principalmente quanto é nosso heroi Guilherme Cavallari, o homem que cruzou a Patagônia sozinho de bike, entre diversas outras façanhas.

O texto a seguir foi editado do original, que você pode ver no site de sua editora, a KALAPALO.

Cavallari é um adepto de todas as horas do uso da bike na natureza, e você pode imaginar o perrengue que é carregar (direito) uma barraca numa bicicleta para só depois enfrentar umas pirambeiras pela Mantiqueira.

Pois então, parece que já não é mais.

Só que o parça dá um passo além. Para ele já não é mais preciso armar uma barraca, mesmo que isso não signifique esforço algum. O negócio agora é usar um isolante térmico como saco de dormir e estender um levíssimo toldo por cima.

E já é.

A marca que ele indica no texto abaixo é a australiana Sea to Summit, disponível no Brasil.

Para ver em detalhe os produtos que ele recomenda, veja o texto original do Guilherme, de novo  aqui. E se você quiser fazer um dos cursos que o homem ministra, como o de bikepacking (viajar de bike e acampar na natureza) pelo melhor da Mantiqueira, entra aqui.

O próximo curso de bikepacking, de quatro dias, no feriado de 1 de maio, começa em 28 de abril.

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O RÉQUIEM DA BARRACA

Mesmo com o surgimento de barracas ultraleves e supercompactas, com tecidos minimalistas de nylonultrasil ou cuben fiber (também conhecido como Dyneema) e poucas varetas finas de alumínio e estacas de titânio, não existe proteção melhor contra as intempéries do que um simples retângulo de material impermeável esticado sobre nossas cabeças.

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PASSO 1: Contrapiso Groundsheet (Sea To Summit) preso por estacas

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PASSO 2: fixação de dois bastões de caminhada na frente e atrás do contrapiso

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PASSO 3 (OPCIONAL): instalação do mosquiteiro Ultra-Mesh Bug Tent (Sea To Summit)

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PASSO 3: instalação do toldo Tarp Escapist

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PASSO 4: colocação do isolante térmico Ultralight Insulated no sistema

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PASSO 5: usuário (ele!) no quilt + isolante térmico sobre contrapiso e sob toldo

O mesmo conceito, aplicado a acampamento ultraleve ganhou o nome de “toldo”. O complemento perfeito para um toldo é um footprint ou groundsheet, que nada mais é do que um “contrapiso” que vai proteger o chão da barraca, o isolante térmico e o quilt contra possíveis perfurações por espinhos, gravetos e pedrinhas.

Um toldo e um contrapiso substituem com perfeição qualquer barraca em quase todas as situações. Chuva? O toldo segura. Vento? O toldo, quando armado baixo, também segura. Frio? Quem esquenta é o quilt e não a barraca ou o toldo. O único problema que o toldo não resolve é a invasão de insetos, mas pra isso basta um mosquiteiro ou um saco de bivaque — que é uma espécie de saco de dormir impermeável, respirável e à prova de vento.

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Kit Escapist (Sea To Summit) completo: toldo, mosquiteiro, contrapiso e estacas

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Paulo Vieira

Paulo Vieira corre pelas ruas de São Paulo desde os 15 anos e pelo mundo desde os 32, quando passou uma temporada em Londres. Adora correr em estradas rurais, descobrir novos caminhos e ir e voltar do Pico do Jaraguá. Mas agora anda frequentando também treinos no Parque Villa-Lobos às 7 da manhã com seu tênis minimalista - desde que a Lusa não jogue na véspera.

1 Comentário

  1. Alexandre

    Ecosport

    Reply

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