Uma câmera no guidão e algumas ideias na cabeça

Paulo Vieira

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Lá pelo segundo mês de viagem, apenas um terço do tempo que iria utilizar para cruzar de bike a Patagônia e a Terra do Fogo, Gui Cavallari, meu heroi, nosso heroi, quase mandou tudo às favas.

Pedalar sozinho, acampar onde desse, comer o que fosse, sobreviver, enfim, já era missão árdua o suficiente para ele ainda ter de se preocupar em gravar “cabeças”, fazer passagens, ajustar o equipamento, ver se ficou bom e, pior, procurar desesperadamente por tomadas para carregar à noite as baterias das câmeras, dos computadores e celulares.

Então as gravações, que eram diárias, foram se espaçando.

Escada para o estrelato
Escada para o estrelato

Donde o filme Transpatagônia é um prodígio. Que se dê o crédito ao diretor, Cauê Steimberg, a quem Guimas entregou os copiões com um recado: “Faça o que quiser.”

E Cauê fez algo que Guilherme jamais imaginou: transformou o que era um documentário de natureza num documentário de natureza humana. As paisagens magníficas e ainda intocadas da Patagônia cederam o protagonismo imaginado no começo para o escada, para o cameraman.

Ficou bom pra cacete, mas como eu sou bastante suspeito – haja visto o que já falei do Guimas aqui e aqui –, quem estiver em Sampa pode ir conferir por si próprio. Tem uma exibição gratuita nesta quinta, 18 de junho, 20h, no MIS.

Uma palhinha, no trailer abaixo

O cara também esteve na Globo News falando da insólita experiência. Dez minutos com o camarada, aqui.

 

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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