O dia em que o mundo parou (segundo a Apple)

Paulo Vieira

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VOCÊ É DESSES QUE NÃO CONSEGUEM GANHAR O CASCALHO sem um gadgetzinho? Um smartphone, um relógio, um GPS, uma pulseira “inteligente”? Mas calma, calma: não pretendo voltar a fazer aqui proselitismo da corrida natural.

Mas numa sociedade em que a vida parece se passar dentro de um smart(smart!)phone, não fora dele; em que a primeira coisa que seus filhos fazem ao acordar às 6 da matina para ir à escola é olhar o zapzap, correr full monty é MUITO libertador.

Experimente.

Já listei aqui 11 razões para deixar seu celular longe do pitch, dou repeteco em três delas, as demais estão no link.

1.  O aparelho não ajuda propriamente você a correr. E significa algumas dezenas ou centenas de gramas a mais nos milhares ou dezenas de milhares de movimentos do seu corpo.

2. Em geral, corredores suam. Em geral, suor molha o corpo e o que está nele. E, assim como as formigas, água não é amiga dos circuitos eletrônicos.

3. As chances de deixar o aparelho cair, perdê-lo ou tê-lo subtraído pelos amigos do alheio diminuem consideravelmente caso você o deixe em casa.

11 RAZÕES PARA DEIXAR SEU SMARTPHONE BEM LONGE DO TREINO

Muito bem, agora que já tirei minha ondinha paz & amor, vou deixar que a Apple, uma das grandes responsáveis por, como dizem os políticos, tudo o que está aí, faça o mesmo.

Claro que o filme da campanha embebido abaixo não significa um estranho movimento autofágico conduzido por um CEO que subitamente viu a luz no cume de uma montanha – só o cume interessa, afinal.

Possivelmente é mas uma carpinada no mato para limpar o terreno e ajudá-lo (você, sim, você!) a sentir necessidade de comprar algo que um dia jamais achou que iria precisar.

Será que você vai se comportar assim no dia em que tudo parar?

MAIS SOBRE GADGETS NO JQC

TESTE: RELÓGIO/GPS TOMTOM RUNNER 3

TESTE: PULSEIRA GEAR FIT 2, DA SAMSUNG

COMPARATIVO: NIKE FUELBAND X UP 24 X FLEX 

CINTO INTELIGENTE INDICA SE VOCÊ COMEU DEMAIS

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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