Ele trocou SP pelo Rio e ganhou o lugar mais bonito do mundo para treinar

Paulo Vieira

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Eduardo Elias, o Edu Elias, âncora da Fox Sports, 40 e fumaça, é uma pequena celebridade do mundo das corridas. Com seis maratonas no currículo – “duas na fase amadora, caminhei muito” -, cravou seu melhor tempo em Chicago 2013: 3:37’. Hoje à frente das intermináveis jornadas esportivas – é assim que fala?- da Fox, ele já passou por MTV, ESPN, Record News e Cultura.

Como tantos colegas, começou no impresso, na Gazeta de Santo Amaro, depois JT e Estadão. Segundo a jornalista Cristina Padiglione, que entrou no bravo matutino exatamente na vaga de Elias, “ao deixar a redação do Estado, o sujeito foi aplaudido de ponta a ponta, até chegar ao elevador, o que denuncia como o moço é querido aqui no Limão.”

Edu Elias, Chicago 2013
Edu Elias em Chicago 2013/Foto: Arquivo Pessoal

Formado em administração pela USP e jornalismo pela FIAM, ele hoje vive no Rio, onde mantém uma rotina “complicada”. “Já saí da TV às 4 da manhã. Faço a apresentação – o antes, o durante e o depois – dos jogos durante a semana; aos domingos apresento o Fox Sports Show, que resume a semana no esporte, com debate, entrevistas e reportagens especiais.”

Ele não disse, e tampouco foi perguntado, é bom que se diga, o quanto é complicado liderar sua bancada, onde desponta o ex-jogador Mário Sérgio, que num debate acirrado com o ex-Folha Rodrigo Bueno colocou em dúvida a formação do oponente e, por extensão, dos colegas.

Na entrevista, ele revela sua paixão por correr em montanhas. Fica aqui o convite, Edu, para subir comigo o Pico do Jaraguá, no famoso 32K Vila Romana-Pico-Vila Romana. Já falei disso aqui no site?

Jornalistas que Correm – Quais teus principais feitos de corrida e quantas maratonas ainda pretende correr?

Edu Elias – Maratona de Chicago, 3:37’, 10K Nike Rio, 44’07”, Maratona de Paris, filmando para a ESPN, 3:58’; ainda ter vencido duas vezes o Morro Maldito, na Volta à Ilha, de Floripa. Já completei seis maratonas e quero fazer mais algumas na minha vida, não sei quantas. Estou inscrito para Nova York este ano, mas há o sorteio. Estou dando um tempo. Fiz uma maratona por ano nos últimos quatro anos.

JQC – Por que você corre? Às vezes fica incomodado com a corrida a ponto de questioná-la?

Elias – Equilíbrio é a palavra. Só assim me sinto equilibrado. Caso contrário, eu caio…
Sempre dei minhas corridas, desde os 12, 13 anos. Quando treinei remo na USP, corria 8K só pra aquecer. Nunca fiquei incomodado com o esporte. Talvez apenas com treinos casca grossa, para a maratona em algumas ocasiões. Mas treinava para completar a prova. Agora, um problema é que às vezes eu emagreço demais. E isso é ruim para o visual na TV. Neste momento, sem maratona, me sinto mais saudável e estou mais forte.

JQC – É difícil para você manter o interesse pela corrida? Há pessoas que cansam da rua e vão para a montanha, o biatlo, o triatlo. Esse é um risco contigo?

Elias – Nem um pouco. Estou sempre interessado. Só tiro o pé do acelerador em determinadas épocas, o que acho bem saudável. Eu gosto, no entanto, de correr nas montanhas, e sempre faço meias em locais como Arraial do Cabo e Ilha Grande. Biatlo e triatlo? Sim, existe o risco. Mas acho que exigiria demais da minha rotina hoje.

JQC – Você vivia em São Paulo, confere? A mudança para o Rio incrementou seu treino? O estímulo externo é muito importante ou dá para correr sempre no mesmo lugar – não que o Rio, esse “mesmo lugar”, seja ruim.

Elias – Sim, melhorou pelo visual. Piorou pelas companhias: aqui treino sem amigos. Às vezes corro nas Paineiras, lugar maravilhoso, o mais legal que já treinei na vida. O estímulo externo pra mim é, sim, importante. Por isso, vario sempre. Mesmo no Rio, troco de praias, vou pra Lagoa, pras montanhas… Mas também corro na esteira, pois treino às 2 da tarde.

JQC – Como é sua alimentação? Consulta nutricionista? Faz treino mais longo sem reposição?

Elias – Boa, apesar de comer poucas frutas. Sim, Suzana Bonumá. Nunca sem reposição. Sempre com gel durante e endurox depois.

JQC – Até quando você imagina correr?

Elias – Até uns 80, se Deus quiser. Tenho poucas contusões. Quem sabe…

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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