No caminho da Patagônia

Paulo Vieira

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A PATAGÔNIA É UM DESTINO MÍTICO. A vastidão de suas terras, o isolamento de seus refúgios e a dificuldade encontrada pelos conquistadores europeus para chegar ali e depois dar testemunho do lugar contribuíram para tornar legendária a região que encerra metade do Chile e da Argentina.

Também tem enorme quinhão de culpa na construção do mito patagônico a beleza de seus lagos, nevados, glaciares, vulcões e florestas, beleza que acabou por tornar a região um raro éden dos amantes da natureza.

Tendo a cordilheira dos Andes como, digamos, capital, a Patagônia acabou por virar uma espécie de nação informal, sobrepondo-se à divisão geopolítica convencional.

A PATAGÔNIA DO EXPLORADOR GUI CAVALLARI

A FILOSOFIA CAVALLARI

UMA DESCIDA DA MONTANHA COM PÉ ESQUERDO

E nessa pátria sem bandeira nem forças armadas, a caminhada é a principal atividade.

As tais torres del Paine vistas após cinco horas de caminhada

Sou um caminhante patagônico agora. A convite do hotel Tierra Patagônia, estabelecido à beira do lago Sarmiento, na região de Puerto Natales, no extremo sul do Chile, vim conhecer o parque nacional de Torres del Paine, muito famoso destino de hiking (caminhada) da Patagônia.

Ontem, numa jornada de cerca de cinco horas, eu e um pequeno grupo de compatriotas chegamos à base das tais torres del Paine, maciços graníticos que não serviram para virar vulcão, mas sim para cartão postal de toda esta região.

O diabo é que ainda havia outras quatro ou cinco horas para retornar ao ponto de partida.

Numa tentativa um tanto patética de mostrar o que via e sentia, produzi os curtíssimos vídeos abaixo, que ora compartilho.

O leitor ganha mais se abandonar este pasquim agora e apreciar o stories do Instagram da muito simpática companheira Quel Furtado, o @vamospraonde, em que ela relata com rara felicidade o que é essa trilha. Fica a dica.

 

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Em busca do cume. Primeira parte da travessia de 10 horas rumo às torres del Paine, no extremo sul do Chile #jqc #hiking #patagonia. Com @tierrahotels

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Ainda faltavam uns 15 minutos – e um cinegrafista. #soocumeinteressa #jqc #patagonia @tierrahotels

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OAbrindo tudo/disclosure: Paulo Vieira, editor deste pasquim, viajou ao Chile a convite dos hotéis Tierra

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 9 (4 em SP, 2 Uphill Rio do Rastro, Rio, UDI e uma na Nova Zelândia), com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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