A Olympikus e a descoberta do mundo outdoor

Paulo Vieira

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A 0LYMPIKUS, rara marca brasileira a competir na selva dos fabricantes de tênis, há tempos associa seus modelos às atividades outdoor, à natureza, à, digamos, liberdade.

Não é a única a fazer isso, claro, já que as atividades indoor não parecem falar muito ao falo dos publicitários na hora deles mostrarem as possibilidades publicitariamente ilimitadas de um tênis.

Mas patrocinar a mara do Rio já não basta para os amigos da Vulcabras-Azaleia. Recentemente a marca levou uma meia dúzia de pessoas para Fernando de Noronha para ali gravar cenas do lançamento de seu novo modelo, o Pride.

Aproveitou também a locação luxuosa para colocar no ar um novo institucional em que mostra a corrida como ferramenta de exploração de novos territórios – como todos adoram hashtags, aí vai a grelha: #descubracorrendo.

E dá-lhe Morro do Pico e Dois Irmãos.

Era para focar o fundo, mas paciência

Conquanto se trate de estratégia comercial, não filosófica, a marca e o editor deste pasquim não poderiam estar em maior sintonia.

Pois, como já disse algumas vezes, a autonomia que o condicionamento físico e mental que a corrida generosamente nos dá faz com que sejamos o nosso próprio ônibus de turismo

(Daqueles vermelhos, com o segundo andar aberto e tudo).

Explico melhor essa imagem no primeiro link da enxurrada de links que segue.

A CORRIDA COMO NOSSO PRÓPRIO ÔNIBUS DE TURISMO

CORRENDO NA ÁFRICA DO SUL

CORRENDO EM NOVA YORK

MARATONANDO NA NOVA ZELÂNDIA

CORRENDO EM OLÍMPIA, NÃO A PAULISTA, A GREGA

CORRENDO EM BUENOS AIRES

CORRENDO EM JERI

CORRENDO EM NORONHA (SOB CHUVA)

CORRENDO EM SALVADOR

CORRENDO EM TODAS AS CAPITAIS DO SUDESTE

PINGUIM, O HOMEM DA CORRIDA-TRANSPORTE

Mas em vez de levar anônimos, modelos ou eventualmente blogueiros para Noronha, a marca poderia ter chamado para o rolé o fotógrafo Marcos Viana Pinguim, o inventor da corrida-transporte.

Sim, porque corrida é também, ou melhor, é MUITO modal de transporte – ela te leva para qualquer lugar.

Pinguim enxerga longe: sabe ver o óbvio.

 

 

 

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 9 (4 em SP, 2 Uphill Rio do Rastro, Rio, UDI e uma na Nova Zelândia), com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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