Especial Uphill – completar a mara do Rio do Rastro não faz ninguém melhor ou pior (nem ninja)

Paulo Vieira

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TENHO TENTADO OBSESSIVAMENTE trazer para o rés-do-chão o fato de ter concluído a mara da serra do Rio do Rastro. Anteontem afirmei, ontem reafirmei, mas parece não ter adiantado.

Meu ponto: o fato de andar por alguns quilômetros ao final da maratona reduz o esforço do competidor, que é menor, parece-me, do que concluir uma mara plana no pau.

Penei mais no Rio em junho – mesmo andando por algumas seções do Leblon e de Copacabana – do que na boca de Bom Jardim da Serra.

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Mas mesmo que eu coloque um  hashtag #ninjanada, o pessoal desconsidera. Sob a foto e o comentário que você vê abaixo, a simpática Kenia Marangao disse o seguinte no instagram @corrajornalista:

“Qualquer um que consegue completar a prova é ninja! Pode chegar até engatinhando.”

Uma frase de uma corredora com nome Kenia tem de ser levada em consideração.

Chegada aos 4:44 do sei lá qual tempo. E isso é postura de ninja? #uphill2017 #jqc #jornalistasquecorrem #vamosubilusa Entenda em jornalistasquecorrem.com.br

Uma publicação compartilhada por Jornalistas que Correm (@corrajornalista) em

A estratégia da Mizuno mui inteligentemente é associar essa prova com um grande desafio de resistência e persistência – persistência, aliás, é a principal qualidade do homem e da mulher segundo Ray Kroc (google nele!).

Daí o abuso de frases francamente engana-que-eu-gosto como “Só os fortes passam aqui”, “Não é qualquer um que chega aqui” e o tenebroso “Aqui se fabrica (sic) lendas.”

Desculpem-me, mas eu não fiquei 0,01% melhor, ou ao menos diferente, por ter completado a Uphill.

Abrindo tudo/Disclosure: o editor deste pasquim teve a inscrição para a Uphill e o traslado no ônibus do pórtico de chegada a Treviso, local da largada dos 42K, bancados pela Mizuno

Crédito da foto: Mizuno Uphill

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 9 (4 em SP, 2 Uphill Rio do Rastro, Rio, UDI e uma na Nova Zelândia), com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

5 Comentários

  1. Avatar
    antonio bellas

    Vc é uma lenda, maragato!

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    • Paulo Vieira
      Paulo Vieira

      Fui fabricado sábado passado nos contrafortes da república Juliana, Bellas, mas acho que tou mais pra chimango! Você que é o cara.

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  2. Avatar
    Diego

    Muito bom!!! achei que somente eu pensava assim….

    corri em 2016….

    méritos à empresa de marketing deles…

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  3. Avatar
    MAURO CESAR GOMES DE SOUZA

    Vou correr a Uphill 2019, sua conclusão tem sabedoria, mas colocar isso em discussão no Grupo do Whatsaap dos inscritos seria exclusão na certa, arrumar briga, afinal todos querem virar “super-heróis”, tem gente encomendando até troféu para colocar a medalha ! Talvez pra mim que mal completei uma corrida de 10 Km , tenho 53 anos, a preparação nos próximos meses e as dificuldades que terei farão a conclusão desse desafio algo maior, no máximo um “Tartaruga Ninja”. mas nenhum ser superior. Mas pra que estragar a ilusão das pessoas ? Vamos viver no mundo real, que é onde preferimos estar.

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      FABIANA CRISTINA SILVA FIGUEIREDO

      Perfeito.

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