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Estudo capitaneado por Marko Tainio, da Universidade de Cambridge (EUA), e que contou com pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP – entre eles o parceiro Thiago Herick de Sá –, aprofundou um tema que é sensível para qualquer um que faz atividade física nas grandes e poluídas cidades.
O trabalho ajuda a responder a uma pergunta curta e direta: vale a pena malhar em cidades muito poluídas?
Sim, vale.
Foram analisadas duas atividades físicas: caminhada e bicicleta. O pressuposto da pesquisa é que essas atividades sirvam também como modelo de deslocamento – ou, para usar o jargão: modal de transporte.
O estudo se apoiou em modelo computadorizado que calcula benefícios e malefícios da atividade física em situação em que a emissão do insidioso material inalável fino – as menores partículas tóxicas que entram em nossos pulmões – varia de 5 a 200 microgramas/m3.
Em Nova Délhi, na Índia, uma das cidades mais poluídas do mundo, a concentração é de 153; em São Paulo, segundo boletim de hoje, às 9h, da Cetesb, a variação é de 13 a 43. A média global é 22 e o padrão aceito pela ONU é muito inferior: 10.
A atividade física pode ficar mais perigosa quando os níveis de material inalável fino passam de 100. Mesmo assim, até 90 minutos de pedal são benéficos – o mesmo vale para até dez horas de caminhada. Quando a atividade física é praticada longe do trânsito e do escapamento dos carros, ela é ainda mais segura.
Ao Washington Post, Tainio disse: “Pedalar e andar faz sentido para quase todo mundo em quase todos os lugares do mundo”. E ao Guardian, Audrey de Nazalle, do London Imperial College, que também participou do estudo, referendou: “Em 99% das cidades do mundo é saudável pedalar até duas horas por dia.”
Até mesmo em Délhi, pior situação simulada pelos pesquisadores, pedalar por cerca de cinco horas semanais é vantajoso para a saúde.
Com a chegada de junho e do inverno, época menos propícia à dispersão de poluentes, é sempre bom consultar os índices de poluição atmosférica. O de São Paulo está aqui; do Rio, aqui.
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