O melhor lugar do mundo é aqui – e agora

Paulo Vieira

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É o que diz a música do Gilberto Gil. Não sei direito o que ele quer dizer com “agora que é quase quando” e ganha um pirulito de cereais quem me explicar o que é “viver em Guadalajara dentro de um figo maduro”, mas a música aparece na minha cabeça quando sinto que o melhor lugar do mundo é aqui e agora.

MÉXICO LINDO

Pode parecer pouco poético, mas o fim de um exercício aeróbio como a corrida, especialmente a de longa duração e média intensidade, cabe no verso.

E quando ela tem como cenário o campus da USP num sábado à tarde indescritivelmente vazio, e você já vai com uns 15K no lombo, as árvores refrescando o entardecer de 25 graus e a subida da Biologia a ser vencida, não há dúvida: você irá curtir o runner’s high.

UMA CORRIDA ZENMEMORÁVEL NA USP

A tese de que a endorfina, o hormônio ligado à euforia e ao bem-estar, é secretada a partir de um determinado volume de exercício já estava bem estabelecida até 2008, mas a possibilidade de que ela ativasse regiões do cérebro ligadas à emoção só foram ganhar comprovação científica nesse ano, a partir de estudos conduzidos por Henning Boecker, da Universidade de Bonn, na Alemanha.

RUNNER’S HIGH

Só tem um somenos: as dez cobaias humanas do estudo correram por duas horas seguidas.

Recentemente, cientistas da universidade de Heidelberg consideraram a hipótese de que endocabinoides fossem os responsáveis pelo barato da corrida. Os alemães aparentemente têm fixação pelo “let’s get high”.

O BARATO DA CORRIDA, SIMILAR AO DA ERVA

LET’S GET HIGH

Seja como for, para você curtir o barato da corrida talvez tenha de se superar.

A SUPERAÇÃO

Faltou pouco para mim: eu só corri por 1h50 no sábado.

PROTAGONISTA DA PRÓPRIA HISTÓRIA

Agradeço o sr. Fabio Barbosa, autor do bordão do link acima, por me conceder uma agenda livre e o tempo necessário para tirar um barato com a corrida. E muito mais ao sr. Passos Moreira, pelo conjunto da obra. Um pequeno excerto dela abaixo:

 

 

 

 

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 9 (4 em SP, 2 Uphill Rio do Rastro, Rio, UDI e uma na Nova Zelândia), com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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