O desafio de correr 12 horas seguidas chega a Campinas

Paulo Vieira

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PERTO DO QUE FAZ PARA COLOCAR NA RUA SEUS DESAFIOS, eles – os desafios propriamente ditos – parecem café pequeno.

E o desafio deste ano, correr 12 horas seguidas – umas três maratonas seguidas em pace relativamente confortável –, não é, como diz aquela banda mineira, extremamente fácil.

Carlão (esq., a filmar) e corredores na etapa de Vitória do Desafio 12 Horas

Em 2019, Carlos Dias, o Carlão, velho conhecido destes pixels, levou seu Desafio 12 Horas pelas seguintes cidades: Rio, Porto Alegre, Curitiba, Porto Seguro, São Paulo, Brasília, Cuiabá, Manaus, Alter do Chão, Belém, São Luís, Teresina, Fortaleza, Natal, Recife, Aracaju, Salvador, Vitória.

Neste sábado, o parça o leva a Campinas, encerrando o ano endorfínico.

É no Parque Taquaral, a partir das 7h. As inscrições podem ser feitas por aqui.

Imagine o que é colocar o bloco na rua por meses a fio em tantas praças, tendo de se entender com deslocamentos, apoios (ou falta deles), flutuação de preço de passagens áreas, fluviais e rodoviárias, demandas domésticas etc.

Bota etc. nisso.

DESAFIO 12 HORAS DE 2019 PASSA POR SÃO PAULO

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NA MARA DO RIO, COM CARLÃO

Superado isso, o desafio em si é bastante simples: consiste em ficar correndo num lugar determinado dessas cidades por 12 horas seguidas. O pace é o que Carlão chama de “tartaruga ninja”, próximo do trote.

Aquele teste do cansaço na corrida do Nuno Cobra, em que falar “Itaquaquecetuba” direitinho, até o fim, mostra que o sujeito está em pace confortável, no Desafio 12 Horas é um tantinho diferente.

Você tem de falar sem se cansar “A institucionalidade de Itaquaquecetuba impossibilitou que paralelepípedos extraviassem-se em Caraguatatuba.”

Vai treinando.

Há ainda pequenas paradas para alimentação e aliviamento.

Esses desafios anuais são o ganha-pão do parça. Embora Carlão tenha alguns apoios aqui e acolá, é o arrecadado com as inscrições dos corredores em cada etapa que garante o uísque das crianças. Portanto a definição das praças do Desafio sempre leva em conta a demanda.

Outra verba que também pinga no dia-a-dia é a que advém das palestras que Carlão profere em algumas praças pelas quais leva o Desafio.

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Cada corredor que cacifa os R$ 70 da inscrição tem direito a um kit com camiseta, medalha e certificado. Sêniores, ou seja, pessoas com mais de 60 anos, pagam meia. Carlão sugere que as pessoas o acompanhem por pelo menos 30 minutos, mas fica feliz quando algum maluco se dispõe a cumprir as 12 horas do “teto” regulamentar.

Como em todos os demais desafios, parte significativa do arrecadado, 30%, ou R$ 20, é destinado sem mais aquela para o GRAACC, hospital de referência no combate ao câncer da criança e do adolescente.

Partiu Campinas?

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 9 (4 em SP, 2 Uphill Rio do Rastro, Rio, UDI e uma na Nova Zelândia), com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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