Um 7K no paraíso de Ubatuba

Paulo Vieira

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POUCAS COISAS CASAM TÃO BEM com a corrida do que viajar. Explorar novas paragens é quase um imperativo, uma decorrência natural de quem tem a capacidade de empilhar quilômetros e quilômetros apenas com os pés.

Como já falei reiteradas vezes, a corrida é uma espécie de ônibus de turismo – daqueles de dois andares, o topo aberto, um guia contando histórias ao microfone.

É claro que os Cabeça-de-Planilha, e eles os há, e não são poucos, não chegam nem a colocar o tênis na mala se um determinado número xis de quilômetros não estiver designado para aquele dia específico, mesmo que nas férias.

Isso sem falar de outras impossibilidade (para eles), como topografia e mudanças de piso.

Enfim, tirando esses nóias, todos os corredores, tenho certeza, exultam com a possibilidade de correr em locais diferentes do ordinário.

Como Jeri, Nova York ou o Cristo Redentor, só para citar três dos muitos “circuitos” em que eu me meti.

De novo dei uma finta do parque Villa-Lobos e na USP e corri em locais extraordinários nestes últimos dois dias. Recomendo-os muitíssimo para quem está pensando em aproveitar estes dias firmes, limpos e friozinhos de julho.

Para quem pensa em dar uma esticadinha até a Flip, a Festa Literária de Paraty, esse desvio por Ubatuba, garanto, vai fazer um bem danado.

Vou citar aqui apenas uma corrida, a de ontem, em asfalto, para não assustar os mais certinhos.

Trata-se da estrada de 7K que liga a praia Dura, em Ubatuba, à praia de Fortaleza, passando por uma coleção de belezas como a praia Vermelha (dos Arquitetos), a praia Brava e até uma outra, pequenina, entre essas duas, que vou ficar devendo o nome.

Meu cascalho começou antes, na Rio-Santos, já que parti do canto direito da praia do Lázaro, quase Sununga.

Mas é na hora que chega esse península, depois que a gente atravessa o rio Escuro e vê a placa “Refúgio do Corsário”, nome de um hotel que fica na praia de Fortaleza, que a coisa fica boa mesmo.

Para quem não conhece, não vou ficar me estendendo muito aqui. Vamos direto às fotos, que valem por algumas dezenas de milhares de palavras (ainda mais das minhas).

Tem subidas e descidas, mas não se trata assim de uma serra da Mantiqueira nem de uma subida ao Cristo Redentor.

Evoé.

Visual do primeiro quilômetro, a Dura
A entrada para a Vermelha (ou praia dos Arquitetos) é no 2,5K
A famosa praia Brava, visto do mirante do 5,5K
O duatlo perfeito na piscina da Fortaleza

 

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 7 (Sp, Rio do Rastro, Rio, UDI e uma na Nova Zelândia), com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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