O que é melhor: correr ou beber cerveja?

Paulo Vieira

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NÃO FORAM POUCAS AS OCASIÕES AO LONGO da tenra história deste pasquim em que bancamos os propagandistas do casamento mais do que harmônico – se é que isso é possível – entre a corrida e a cerveja.

Mobilizamos um bom par de estudos científicos e um conjunto de reportagens nem tanto, como a da implausível Gretchen Reynolds, setorista de corrida do New York Times, que no jornalão manhatão chegou a publicar conclusões bastante alvissareiras sobre a feliz união.

Gretchen Reynolds – gosto imenso de repetir tal nome inverossímil – abre sua reportagem com a pertinente provocação: é  a atividade física que estimula o consumo de bebida alcoólica ou é o consumo de bebida alcoólica que estimula a atividade física?

MAIS CORRIDA, MAIS BIRITA

MAIS BIRITA, MAIS PERFORMANCE

O CLUBE DE CORRIDA E CERVEJA DO KIMURA

A jornalista dá conhecimento então de um estudo da Universidade do Estado da Pensilvânia com 150 adultos, homens e mulheres, que se dispuseram a usar um aplicativo que registrava as frequências de atividade física e consumo de álcool.

O pressuposto era que os voluntários, três vezes ao longo de um ano, registrassem 21 dias consecutivos de suas vidas no app.

Repito as conclusões de Gretchen Reynolds, adrede publicadas neste mesmíssimo pasquim:

a) as pessoas bebem mais quando se exercitam mais.

b) o cascalho em demasia não leva ao consumo exagerado de birita. Muito raramente um voluntário registrou ter bebido como um gambá, classificação técnica que os pesquisadores fixaram a partir do quarto copo.

GIM, A TÔNICA

PÉ NA JACA DÁ TREINO?

CORRIDA É PRAZER, NÃO SACRIFÍCIO

PERFORMANCE E VAIDADE

Deixo tudo isso à guisa de preâmbulo do que efetivamente importa nesta postagem.

Sábado passado fui conhecer o “esquema” do Rodrigo Kimura, fundador, mantenedor e incentivador do Clube da Corrida das Cervejas Artesanais.

Hidratação no Clube do Kimura

Todo primeiro sábado de cada mês ele junta uma patota de 40 a 50 felizardos que mandam ver no 10K – e uns nem tanto no 5K – e que depois do cascalho voltam para a base para entortar o barde.

A base é um bar, que varia a cada evento, da cidade de São Paulo. O de sábado passado foi o Van der Ale, na Vila Madalena, que abriu fora de seu horário normal para receber a rapaziada.

Na suada embebida abaixo, entrevistei um dos participantes do evento, o engenheiro Henri Kobata, que estava a correr em pace tipo 4:50 quando emparalhei.

Ele responde, ou tenta responder, ao enigma seminal: é melhor correr ou beber?

Difícil discordar dele.

 

 

 

 

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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