Especial SPCity – na meia, treinando para a mara de Chicago

Paulo Vieira

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OS 21K DA MEIA QUE INTEGRA A NOVA mara de SP, a SPCity, da Iguana Sports, viraram 28K para o jornalista Marcello D’Angelo, o Pizza, executivo da Estre Ambiental, adicto da corrida desde o começo da década, quando se juntou ao time do Professor Zeca, da Z-Track.

D’Angelo é um corredor pesado no sentido estrito da palavra. Tem 112K que já foram 118K, e isso faz com que seus tempos de meia se aproximem dos de muitos maratonistas. Na SPCity, que ele reputa como “a melhor prova em termos de estrutura” que já fez no Brasil, fechou seus 28K em 3:40. Pace 8, praticamente.

Correr a essa velocidade significa uma exigência mental altíssima, que me parece maior do que soltar a cavalaria para correr uma mara a pace 4:30 quando a zona de conforto está no 5:15.

Foi o mais longo cascalho já corrido por Pizza, que em 7 de outubro estreia na mara, em Chicago, para onde vai ao lado de uma pequena delegação de discípulos do Profe Z. Os 28K estavam planilhados, e ainda há um 32K para rodar num sábado desses na USP.

O sobrepeso aplicado à corrida nunca lhe trouxe problemas nas articulações. Ele conta ter ficado no estaleiro apenas uma vez, após colocar seu filho, na época com 40K, nas costas.

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Foi a corrida que impulsionou D’Angelo no caminho dos bons hábitos alimentares. A dieta que hoje segue, disse ele a este JQC, não obedece a um imperativo per si, mas é consequência de um interesse em se haver melhor no cascalho.

D’Angelo na meia de Amsterdão, um de seus cascalhos emocionantes

Assim como o velho editor deste pasquim, D’Angelo se permite certas indulgências após cumprir uma longa rodagem. No seu caso, uma taça de vinho – “duas, no máximo”.

Os bons tempos em que derrubava religiosamente uma aguardente de pera no Supremo, bar famoso nos anos 1980 em São Paulo, onde Pizza tinha alguns rótulos em seu nome, ficaram definitivamente para trás.

Como ele gosta de escrever em suas redes sociais, só a corrida salva.

 

 

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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