Quanto tempo dura seu tênis?

Paulo Vieira

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QUANTO TEMPO DURA SEU TÊNIS? Se depender do que tentam (desentocaiando o sujeito oculto : as marcas) colocar na tua cabeça, 500K.

A colega Julia Zanolli, saudosa parça deste pasquim, já tematizou a problemática e, se não deu a solucionática, chegou perto.

Numa memorável entrevista feita há cerca de 2 anos e fumaça com Anderson Santos, à época gerente da calçados da Asics no Brasil, cravou o seguinte:

“Não existem testes comprobatórios realizados por nenhum órgão, entidade ou marca esportiva que definam a durabilidade exata do tênis de corrida. Não é apenas controlando os quilômetros rodados em uma corrida que se chega a um número de durabilidade.

Se quisermos fazer uma medição exata, a distância percorrida antes e depois da corrida, ou seja, a partir do memento em que o corredor calça o tênis, é que deve ser computada.”

Na entrevista, que você pode ler na íntegra abaixo, Santos também ensina a identificar a hora que o amigão lá de baixo abre o bico.

TÊNIS DURA SÓ 500K? — QUEM DISSE?

“Use a sensibilidade. Muitas vezes o visual do calçado pode estar intacto, mas as estruturas não. Quando você perceber que o calçado já não amortece mais, ou perceber qualquer tipo de desconforto na hora de calçar, ou, principalmente, se dores começarem a aparecer, chegou a hora de trocar de tênis.”

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Recomendei não poucas vezes ao leitor deste pasquim para não apenas jamais fazer o que eu faço, mas ignorar o que eu digo. Não obstante, volto, hirsuto, a oferecer-me como lapidar e luminar exemplo:

(Vieram-me frases da carta-testamento à cabeça, mas me contive.)

Meu velho Nike Free, adquirido em abril de 2015, ainda suporta o tranco, ainda que uma maratona 100% asfalto já não seja uma prova muito simpática para seu desgastado solado zero amortecimento.

Recentemente também surgiu um pequeno furo na altura do dedão do pé direito, comprometendo um pouquinho o cabedal. Mesmo assim, acho que ele conseguirá completar no segundo semestre gloriosos três anos de atividade frenética.

Ando preferindo agora o também basicão Fila KR3 (“KR” de Kenia Racer, waal), que incomoda um pouco menos no piso duro, quente e esburacado do asfalto das metrópoles brasileiras. Ele também não vai nada mal na terra e já cumpriu uns bons 10 meses de atividade intensa.

Imagino que aquele pastel de vento de 176 gramas ainda aguente um bom par de anos nos meus pés.

Tudo isso para dizer: não, você não precisa comprar um tênis novo hoje.

TESTAMOS O FILA KR3

MAIS TESTES DE TÊNIS: BROOKS RAVENNA 8

ASICS GEL-KAYANO 23

ASICS DS SKYSPEED 3

BROOKS PURE DRIFT

ADIDAS ADIZERO ADIOS

NIKE FREE RN DISTANCE, A EVOLUÇÃO (?) DO FREE

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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