No melhor lugar, o bar, aprendendo ciência

Paulo Vieira

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POUCOS LUGARES PODEM SER MAIS AGRADÁVEIS DO QUE UM BAR, incluído no termo as variantes boteco, botequim, choperia, eventualmente bistrô. Trata-se de um lugar meio mágico, onde o tempo das preocupações sai de cena, ainda que o tempo do relógio não.

Faça o teste. Você acha que mal chegou e já está para dar 1 da manhã. Saideira demorada, essa.

Pois é nesse ambiente adorável que acontece em 56 cidades do Brasil um evento chamado Pint of Science – “pint” é a medida clássica inglesa para o copo de chope, ou seja, 473mm.

(Meio litro: não à toa aqueles caras ficam tão sociáveis quando o time deles perdem – ou ganham, tanto faz.)

O Pint of Science, que é aliás uma criação inglesa, é uma maneira de aproximar o cientista/pesquisador/professor do público comum. A partir de curadorias feitas por diversas universidades, professores e  pesquisadores fazem exposições de seus temas e hipóteses.

O evento começou ontem, segue hoje e termina amanhã, sempre a partir das 19h30. Em São Paulo são 12 bares, entre eles o Capitão Barley, na Pompéia, a Cervejaria Nacional, em Pinheiros, e o Avareza, no Baixo Augusta.

SUPLEMENTO PARA QUEM NÃO GOSTA DE SUPLEMENTO

SUPLEMENTO: PANACEIA OU PICARETAGEM?

Eu fui ontem à Cervejaria Nacional, cuja curadoria está a cargo do pessoal do Senac. Queria entender o que acontece conosco durante o exercício, tema do primeiro painel, mas cheguei tarde, e acabei conhecendo apenas a pesquisa sobre comida de rua.

Hoje no Tubaína (curadoria da Unesp), no Médio Augusta, tem uma conversa sobre a partícula de Deus, o tal bóson de Higgs; e na Japan Tower, em Santa Cecília, o tema tem muito a ver, creio, com os interesses da massa gigantesca de leitores deste pasquim.

“Tudo o que você precisa saber sobre suplementos alimentares que você provavelmente não precisa tomar” é o nome da aula/show a ser ministrada por Wagner Montor, professor de bioquímica da Santa Casa, de Sampa.

É necessário fazer reserva pelo telefone 3222-0566.

Quanto às principais conclusões do trabalho que vi ontem, sobre comida de rua, cujo universo de pesquisa foram alguns bairros de Essepê e tiveram o queijo coalho como principal objeto de estudo, ei-las: a) comida de rua é “gostosa pra caramba” – a linguagem parece pouco técnica, mas é literal; b) não é segura.

Talvez a partícula de Deus apresente conclusões mais surpreendentes, mas, de qualquer forma, é preciso dizer que a IPA artesanal da Cervejaria Nacional é igualmente gostosa pra caramba.

 

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Paulo Vieira

Paulo Vieira corre pelas ruas de São Paulo desde os 15 anos e pelo mundo desde os 32, quando passou uma temporada em Londres. Adora correr em estradas rurais, descobrir novos caminhos e ir e voltar do Pico do Jaraguá. Mas agora anda frequentando também treinos no Parque Villa-Lobos às 7 da manhã com seu tênis minimalista - desde que a Lusa não jogue na véspera.

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