Como o álcool protege seu coração segundo os cientistas da USP

Paulo Vieira

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“EU JÁ SABIA”, diria o Peixoto, não o genro de Bonitinha mas Ordinária, mas o jornalista de carne e osso que deixou o viço na Editora Arvorezinha e hoje joga recuado, só a bola a correr, na Lapa de Baixo  – metáfora futebolística envolvendo perna-de-pau, pensando bem, não é boa escolha.

Pois eu digo, eu digo sim, sim, eu digo sim em alto e bom som à frase do Peixoto: EU JÁ SABIA!

Como se sabe, estudos científicos vêm chancelando, há pelo menos duas décadas, a hipótese de que a cerva/breja, o tinto e até o mé, administrados em doses moderadas mas regulares, fazem bem para o coração.

Já falamos bastante disso na tenra história deste pasquim, veja ou reveja nos links abaixo.

MAIS BIRITA, MAIS PERFORMANCE

MAIS BIRITA, MAIS CORRIDA (OU SERIA O CONTRÁRIO?)

O CLUBE DE CORRIDA E CERVEJA DE SAMPA

A MARATONISTA OLÍMPICA CERVEJEIRA

Agora, os cabeções do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) decidiram entender qual é a mágica. Como afinal age a birita na proteção do coração.

A (possível) chave do mistério é a enzima mitocondrial ALDH2 (lá vai: aldeído desidrogenase-2), que ajuda a eliminar do organismo tanto os subprodutos tóxicos gerados pelo metabolismo do álcool como também – e aqui vale a hachura – um tipo de molécula reativa produzido nas células cardíacas quando estas sofrem um dano importante, como aquele causado pelo infarto, por exemplo.

“Nossos dados sugerem que a exposição moderada ao etanol causa um pequeno estresse nas células do coração, não suficiente para matá-las. Como consequência, a célula cardíaca acaba criando uma memória bioquímica contra estresse”, diz Julio Cesar Batista Ferreira, professor do Departamento de Anatomia do ICB-USP e coordenador da pesquisa.

E agora Ferreira comete pura poesia científica:

“Quando [a célula cardíaca]é submetida a um estresse maior, já sabe como lidar.

(Nada que a fisiologia – e o bom senso – não venha soprando nos ouvidos peludos dos corredores desde tempos imemoriais, mas relevemos.

A história está explicada em muito mais detalhe no site da Fapesp, a agência paulista de fomento à pesquisa científica, site roubado na mão grande por este pasquim em algumas linhas desta postagem, descubra quais.

E agora, vamos derrubar quantas depois do longão de sábado?

Foto da homepage: Tomás K Oliveira/Flickr

 

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

Um Comentários

  1. antonio bellas

    Sabia que tinha uma explicação cientifica
    54 anos, saudavel, e brejas diarias

    Responder

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