Especial Uphill – Entrevistas suadas/Nilson de Lima

Paulo Vieira

TER AFIRMADO QUE ninguém se torna ninja ou fica melhor ou pior ao terminar uma maratona exigente como a Mizuno Uphill (ou qualquer outra) despertou certa contrariedade de parte da comunidade corredora de Facebook.

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Não é a primeira vez que a arena azul fica em polvorosa.

De qualquer forma, hoje a conversa é com gente que não se importa em ser chamado de ninja, neoninja, corredor, maratonista, guerreiro. Chegou a vez nesta cobertura especial da mara do Rio do Rastro das esperadas, ansiadas, desejadas “entrevistas suadas”.

O convidado da vez, encontrado lá pelo 37K da serra, é Nilson Paulo de Lima, que aos 64 anos já ultrapassou a marca das 160 maras e ultramaratonas.

Este ano ele pretende correr 28, um pouquinho mais do que costumam recomendar os treinadores de assessorias esportivas.

Administrador de empresas aposentado, ele reuniu patrimônio material e, mais importante, ânimo suficiente para viajar pelo Brasil e pelo mundo para correr provas de pelo menos 42K.

Treze dias antes de enfrentar a parede catarinense ele esteve em Santa Cruz de la Sierra, onde fechou a mara da aprazível e quente cidade boliviana para 3:20.

O camarada corre uma mara aos 64 anos em pace 4:50. Só posso dizer: kct, mano.

Desfrutem.

Abrindo tudo/Disclosure: o editor deste pasquim teve a inscrição para a Uphill e o traslado no ônibus do pórtico de chegada a Treviso, local da largada dos 42K, bancados pela Mizuno

 

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Paulo Vieira

Paulo Vieira corre pelas ruas de São Paulo desde os 15 anos e pelo mundo desde os 32, quando passou uma temporada em Londres. Adora correr em estradas rurais, descobrir novos caminhos e ir e voltar do Pico do Jaraguá. Mas agora anda frequentando também treinos no Parque Villa-Lobos às 7 da manhã com seu tênis minimalista - desde que a Lusa não jogue na véspera.

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