A maratona da semana

Paulo Vieira

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COMO É AMPLAMENTE IGNORADO, o editor deste pasquim corre sua quinta maratona neste sábado, a terceira desde meados de maio.

Trata-se de uma prova muito desejada, criada e mantida pela Mizuno, que conseguiu crescer e se tornar referência à despeito dos problemas enfrentados pelos dois últimos grupos detentores da tradicional marca japonesa no Brasil, Camargo Corrêa e JBS, enfiados até o pescoço na Lava Jato.

A Mizuno Uphill, que eu corro na modalidade mara no sábado, na Serra do Rio do Rastro junto com outros 899 malucos, tem a particularidade de realizar um sorteio prévio para definir os 900 inscritos. Milhares ficam de fora.

Supõe-se que o povo gosta de corrê-la pois a Mizuno conseguiu imprimir desde a primeira prova, feita com poucos convidados, a ideia de que se trata de um evento de resistência e, na medida do possível, de performance.

Nos últimos 12K, a pirambeira entre Lauro Muller e Bom Jardim da Serra é colossal. Sai-se da altitude de 500 metros acima do nível do mar pra 1419 metros.

Por outro lado, há um tempo de corte para os primeiros 24K: 3 horas. Não parece o fim do mundo pois perto do trecho final esses 24K são a Marginal Pinheiros.

SQN: há uma sucessão de subidas e descidas, com os 10K iniciais particularmente ascendentes, e a tigrada saindo da planície costeira para uma elevação de cerca de 400 metros.

Se eu completar nas 4 horas e fumaça da mara do Rio, cuja história bastante acidentada você pode conhecer no link abaixo, já está bom.

MINHA QUARTA MARATONA, A MARA DO RIO: DURA LEX, SED LEX

MINHA TERCEIRA MARATONA, NOVA ZELÂNDIA: A PRIMEIRA QUEBRA A GENTE NÃO ESQUECE

MINHA SEGUNDA MARATONA, SAMPA: PESSOAL MELHOR

MINHA PRIMEIRA MARA, SAMPA: VIVACE

MINHA ÚLTIMA MEIA, SPCITY: SEM O NÚMERO DE PEITO

UM NÚMERO DE PEITO PARA O PIPOCA

Mas concluir a mara num tempo decente não é a meta número 1. Quero na verdade saber como eu vou voltar daqueles cumes gelados do Corvo Branco para meu hotel – que eu, aliás, ainda não reservei, ó que legal.

Tomara que o provérbio que diz que para baixo todo santo ajuda [mesmo depois de 42K] seja mesmo verdadeiro.

Abrindo tudo/Disclosure: o jornalista Paulo Vieira teve a inscrição para a prova bancada pelo Mizuno. Mas precisou se virar para achar um voo barato para Floripa, e deus sabe o quanto ele gosta de embarcar em Guarulhos.

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

2 Comentários

  1. Tadeu Góes

    Boa sorte!
    Essa deve ser casaca grossa.

    Responder

    • Paulo Vieira
      Paulo Vieira

      Obrigado, Tadeu. Acompanhe os nossos “lives” (ou seriam deads?)

      Responder

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