Atividade física para aumentar a produtividade

Paulo Vieira

NUNO COBRA JR. ADVERTE: O USO EPIDÊMICO E SEM LIMITES de equipamentos eletrônicos causa dispersão, confusão e cansaço mental.

Mas a atividade física, especialmente aquela que conduz ao que ele chama de “meditação ativa”, pode livrar nosso cérebro dessa armadilha – e torná-lo, veja só, mais produtivo.

Este post falará desse tema tão contemporâneo e fundamental, mas antes… quem é Nuno Cobra Jr.?

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NUNO COBRA JR. vive a dor e a delícia de ter um pai bem sucedido que faz a mesma coisa que ele, o filho, escolheu na vida para fazer: estudar, praticar e ensinar atividade física tendo a saúde como objetivo e a performance como consequência.

Ambos lançaram livros, ambos trabalham com pilotos de automobilismo e outros profissionais do esporte, além de pessoas de outras áreas.

Mas é difícil para Nuninho, que Nuno chama de Nunão, sair da sombra do pai. Não por eles, mas pelo tamanho da obra paterna, que teve em Ayrton Senna seu grande divulgador, e que, mesmo tendo acontecido há 30 anos, parece seduzir muito mais a nós, jornalistas, do que o que se passa sob nossas fuças exatamente agora.

Eu mesmo, ao escrever e editar uma entrevista com ambos para a revista Poder que está nas bancas, reportagem linkada aqui, preteri o filho.

Nuno faz um trabalho muito interessante, e vem procurando dar embasamento teórico a ele com material que publica em seu site, que é aberto.

NUNÃO, NUNINHO E ESTE VOSSO SERVO

FOCO, FORÇA E… FÉ?

AMYR KLINK E ESTE VOSSO RENITENTE SERVO, DE NOVO NA PODER

MARCOS PAULO REIS E A PODER

Recentemente, encontrei-o junto com um de seus clientes, o piloto das fórmulas 3 inglesa e sul-americana, Guilherme Samaia, no parque Villa-Lobos, em São Paulo.

Nuninho trabalha fortemente com Samaia o que se convencionou chamar de “mental”.  Que aqui significam longas conversas e a aplicação da técnica de meditação ativa, exercida por intermédio de alguma atividade que exija bastante concentração, como, naquele dia, o slackline.

(Havia também um malabares no kit de treino, outra ferramenta muito usada pelo preparador para fins de meditação ativa).

Samaia disse que era comum se desconcentrar na pista, e com a meditação ativa tem deixado de cometer erros relacionados a essa perda de “foco”.

Nuno explicou em texto recente em seu blogue como e, melhor, por que tirar partido da meditação ativa. Na verdade, esse texto é modelar. Sem qualquer pretensão, o autor propõe uma verdadeira panaceia para nossos tempos sem tempos.

A atividade física é a chave.

Cito-o.

“A internet e o celular ativam o sistema de recompensa, provocando em nosso cérebro um estímulo extremamente prazeroso e irresistível. Ficamos ávidos pela próxima informação e novidade e, dessa forma, usamos a rede de maneira exploratória, assim como um caçador à espera de sua próxima recompensa. Enredados nessa rede, perdemos a noção do tempo e da realidade.

Tenho presenciado essa realidade nos atletas que treino, eles passam muito tempo na rede, treinando a concentração compartimentada e depois querem estar focados quando competem.

(…)

Depois de duas horas de foco intenso, você começa a perder rendimento, assim, está na hora de pausar e se dedicar a outras tarefas, como ligações, conversas, navegar na rede ou fazer uma atividade física, um lanche, meditação, entre outras atividades.

Após esta pausa, tão estratégica e necessária, você está pronto e renovado para investir em mais duas horas de atividade produtiva e focada.

O segredo da produtividade é mente limpa e renovada, e não mente pesada e confusa. Trabalhar ininterruptamente não é uma boa estratégia.

Por que a atividade física surge como uma maneira eficiente de desenvolver o foco? Atividades que exigem concentração e foco, como o malabarismo e o slackline são formas bem eficientes de meditação em movimento.

Nuno Cobra Jr./Foto: site nunocobrajr.com.br
Nuno Cobra Jr./Foto: site nunocobrajr.com.br

Funcionam como um refresco ao seu cérebro. Ao realizá-las, mudamos o funcionamento das ondas cerebrais, entrando em estado meditativo, no qual não existe espaço para desenvolvermos o pensamento associativo.

É impossível fazer tais atividades e continuar formulando pensamentos como estamos acostumados a fazer ao longo do dia. Desta forma, elas funcionam como um treinamento perfeito para desenvolver o foco e a concentração.”

Voltaremos logo ao Nuno.

 

 

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Paulo Vieira

Paulo Vieira corre pelas ruas de São Paulo desde os 15 anos e pelo mundo desde os 32, quando passou uma temporada em Londres. Adora correr em estradas rurais, descobrir novos caminhos e ir e voltar do Pico do Jaraguá. Mas agora anda frequentando também treinos no Parque Villa-Lobos às 7 da manhã com seu tênis minimalista - desde que a Lusa não jogue na véspera.

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