O sutiã masculino

Paulo Vieira

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É COMUM HOJE VER jogadores de futebol muito à vontade ostentando uma espécie de sutiã na rotineira troca de camisas ao final do jogo.

Mas o tal suporte masculino, como esclarece esta matéria do UOL, parece não estar lá para ajudar a manter no lugar as glândulas mamárias excepcionalmente desenvolvidas de alguns atletas.

O “sutiã” seria na verdade um dispositivo para monitorar dados de desempenho, como distância percorrida e frequência cardíaca. Acoplado ao suporte há um GPS.

Evidentemente que um corredor, sem os ditames das regras e da moda do futebol, pode obter os mesmos dados utilizando um relógio de pulso.

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CORRENDO PELADO EM TAMBABA

Mas já houve quem pensasse em fabricar sutiãs para homens. No seriado Seinfeld, Cosmo Kramer convence Frank Costanza, o pai do George, a se associar a ele na produção do “Bro” – “bra”, como sutiã é chamado nos Estados Unidos, para homens.

A cena em que Frank experimenta o “bro” ajudado por Kramer é um clássico entre os muitos clássicos da série.

Acho que jamais vou precisar usar um troço desses, mas admito que já corri com outra parte do corpo bem mais livre, a balangar.

Foi em Tambaba, na Paraíba, uma praia belíssima em que é obrigatório ficar nu. A beleza do lugar e a situação vivida ali, bastante fora do ordinário ao menos para o editor deste pasquim, é uma combinação riquíssima para se ter ideias.

Mas correr parece não ser uma boa ideia. Num post em que eu comentava a experiência, perguntei ao fisiologista do exercício Paulo Correia o que ele achava daquilo do ponto de vista, digamos, anatômico.

Descontada a obviedade ululante do conselho, vale o repeteco.

“Um treino de intensidade ou volume pode levar a batidas constantes do pênis, que machucam ou trazem desconforto.”

 

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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