Bolt, Paula Radcliffe e a ultra mais difícil do mundo

Paulo Vieira

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RASTREANDO A REDE NAS AURORAS DE PERDIZES, a colaboradora Vanessa Fernandes deu com estes três documentários sobre figurões da corrida que ela decidiu participar com a gente.

Evoé.

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I am Bolt (2016) – Usain Bolt, claro, virou história. Nas pistas e no cinema. Neste documentário ele é seguido por carrapatos com câmeras no Rio, antes e depois do recorde batido nos Jogos.

Como se sabe, ele levou para casa as medalhas de ouro dos 100m, 200m e também a do revezamento 4 x 100m.

Embora os produtores informem ter tido acesso à vida “real” do “Trovão”, nada é dito sobre o episódio que ganhou as redes sociais depois dos Jogos: Bolt privando com uma garota carioca. 

Run (2016) – “Eu me lembro de quando tinha 11 anos e fui ver meu pai correr a maratona de Londres e vi [a fundista norueguesa] Ingrid Kristiansen. Me dei conta de que era um enorme feito uma mulher correr tão rápido. Lembro de ter pensado que gostaria de correr com aquela força, com aquela velocidade, com aquele poder um dia”.

A frase é da britânica Paula Radcliffe, que acabou transformando, com sobras, seu desejo em realidade. Ela é a recordista mundial da maratona, com 2:15:25, marca batida em Londres que perdura desde 2003.  

No minidocumentário Run, a hoje ex-atleta declara seu amor à corrida. Não se pode dizer o mesmo de sua mãe. “Finalmente você vai parar de colocar o seu corpo à prova”, disse a genitora, quando Paula se aposentou.

The Barkley marathons: the race that eats its young (2014) – Eis uma prova insana. Que outra corrida enviaria aos bravos e corajosos (e malucos) participantes a seguinte mensagem: “Lamento informar que você foi selecionado para participar da Barkley”?

A prova ocorre quase todos os anos no Frozen Head State Park, em Wartburg, no Tennessee. A acompanhada por este documentário é a de 2012, ano em que foi batido o recorde do percurso (52 horas, 3 horas e 8 minutos).

É preciso dar cinco voltas de 20 milhas (160 K, no total) em menos de 60 horas e corre-se basicamente no meio do mato, de dia e de noite. A altimetria total a vencer é de 17 mil metros. Não há placas ou estações de apoio – e apenas dois pontos de hidratação.

Os competidores têm de rasgar algumas páginas de livros que são colocados ao longo do percurso para provar que passaram por ali.

Em três décadas de prova, só 14 pessoas conseguiram terminá-la.

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com as quatro nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé

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