Seu corpo é feito para quê?

Paulo Vieira

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PRETENDIA HOJE TERMINAR O MANUAL Murakami para ultramaratonistas iniciantes, que comecei ontem a partir das impressões do escritor e corredor japonês publicadas em seu livro Do que eu falo quando eu falo de corrida. 

MANUAL MURAKAMI PARA ULTRAMARATONISTAS INICIANTES – PARTE 1

NO JAPÃO SEM MURAKAMI, A TRILOGIA

FERNANDA THEDIM E A DIETA ZONA SUL

UM DIA PERIPATÉTICO

Como ficcionista, o danado sabe prender o leitor como poucos, e como escriba da corrida ele produziu algo realmente relevante. Mas eu decidi postergar as incríveis lições que Murakami legou voluntaria ou involuntariamente a quem, como ele, decidir enfrentar uma prova de 100K.

Posterguei porque olhando nas redes sociais de publicações inglesas por conta do Brexit, fui abduzido por esta campanha da grife americana Lane Bryant.

Importa pouco a campanha não ser o trend topic de ontem ou anteontem. Tampouco importa ser esta campanha uma muito bem urdida jogada comercial. A questão decisiva é que muita gente enlouquece com os resultados da corrida e passa a procurar o manequim perfeito.

E isso, nem sempre temos em mente, não existe.

Talvez seja melhor repetir: o manequim perfeito não existe.

Uma vez mais? Como no? O manequim perfeito não existe.

Que bom que nem todas/os são angels.

E o seu, foi feito para quê?

 

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com as quatro nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé

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