Polimento para maratona

Paulo Vieira

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Domingo que vem corro a maratona de São Paulo. Será minha segunda maratona, novamente em São Paulo, onde moro. Como já disse não uma, mas dezenas de vezes, maratona para mim é fetiche, mas meu fetiche é primário: não tenho nenhuma ambição de correr em Boston, Nova York, Chicago, Berlim.

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Ano passado, a dezoito dias do Dia M, convidei Sérgio Xavier, a.k.a. Treinador, a dar uns pitacos na minha preparação. Ele prescreveu um dia de rodagem longa, uns 30K – 2/3 dela feita em companhia dele, aliás – e então pediu que eu diminuísse gradativamente o “volume” e ficasse bem piano na semana da maratona.

Este ano não fizemos nada juntos, mas ele me enviou a planilha que lhe foi desenhada por Iberê Dias, o juiz voador, maratonista com 2:44 no currículo, planilha que lhe ajudou a atingir ano passado seu objetivo: fazer um 42K abaixo de 3:30 (três horas e meia).

Até eu, que nunca dei a menor bola para esse excel com 16 semanas de prescrições, gostei da brincadeira. Seria bacana ter seguido de fio a pavio.

Mas já teria de pegar forte nas primeiras semanas: há ali longos de mais de duas horas (ainda que em pace “suave na nave”, como diz Iberê).

Suavíssimo na nave durante o polimento
Suavíssimo na nave durante o polimento

Mas o que importa agora é o chamado “polimento” – são realmente curiosas essas metáforas do universo corredor. Eis o que eu deveria fazer a partir de hoje, se eu quiser seguir o que Iberê propôs a seu discípulo:

Segunda: 40′ leve
Terça off
Quarta 30′ leve com 5(1′ forte, 1′ fraco)
Quinta off
Sexta 20′ leve
Sábado off
Domingo DIA M

Considerando que há um feriado na quinta, uma forca na sexta e a cidade vai estar com áreas lindamente vazias nesses dias, com o campus da USP inteiro para os corredores divagantes, diria sem medo de errar que vai ser bastante difícil pegar tão leve.

Dá para deixar o polimento para depois da maratona?

 

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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