3 motivos para não correr em Bogotá (e outros 3 para calçar o tênis e arrepiar)

Julia Zanolli

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Estive em Bogotá na última semana e passei cinco aprazíveis dias na capital colombiana.

Povo simpático, comida delícia com opções criativas para vegetarianos, paisagens surpreendentes no contraste entre montanha e cidade grande. Tudo lindo, menos o quesito corrida.

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Praça Central, palco de muitas tretas na série ‘Narcos’

Talvez a culpa seja da minha (falta de) determinação, já que o companheiro Paulo Vieira certamente não se intimidaria diante daquelas pirambeiras. Mas outros motivos também tornam Bogotá uma cidade deveras inóspita aos corredores. Vamos aos fatos:

1. Subidas infinitas seguidas de descidas cruéis. Que logo desembocam em outra subida…

2. A poluição incomoda até o mais destemido atleta paulistano. Fumaça preta level hard. No primeiro dia vi uma galera usando aquelas máscaras cirúrgicas ou mesmo lenços para cobrir o rosto e achei que talvez uma nova gripe suína se avizinhasse. Até passar o primeiro caminhão e eu esconder a boca e o nariz dentro da camiseta.

3. Apesar do grande esforço colombiano na área de mobilidade – que deu origem a um sistema de ônibus sensacional e bem organizado – a infraestrutura urbana para pedestres deixa a desejar. Tipo ausência de faixas ou faixas que vão do nada ao lugar nenhum. Atravessar a rua é quase sempre na raça.

Ah, o pôr do sol...
Ah, o pôr do sol…

Mas como este é um site de corrida e eu sou uma pessoa otimista, aqui vão alguns bons motivos para correr na cidade:

1. Porque é sempre gostoso correr em um lugar diferente. Coloque o tênis na mala e vá atrás do seu treino.

2. Bogotá é conhecida por seus belos parques, que oferecem trilhas bem sinalizadas e sombreadas. Veja as principais rotas aqui.

3. Tem muita cerveja artesanal e comida boa na cidade, então é melhor queimar para poder desfrutar sem culpa.

Parque Simon Bolívar, um dos maiores e mais conhecidos da cidade
Parque Simon Bolívar, um dos maiores e mais conhecidos de Bogotá

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Julia Zanolli

Julia Zanolli começou a correr em nome do bom jornalismo quando foi trabalhar na revista Runner’s World sem entender nada do assunto. A obrigação virou curtição, mesmo depois de sair da revista. Se livrou do carro para poder andar a pé pela cidade, mas é fã assumida de esteira. Prefere falar de comida do que de nutrição e acha que ter tempo é muito melhor do que matá-lo.

2 Comentários

  1. LIA CAMPOS

    Olá.

    Estive em Bogotá em julho para participar da Meia Maratona de lá e essa foi a única hora que corri na cidade, pois não fiz nenhum treino anterior/posterior à prova.
    Ou melhor, tentei correr, pois não consegui, mas por nenhum dos motivos que você citou e sim pela altitude da cidade.
    A prova é muito boa.
    Não tive problema com trânsito que estava ultra organizado , não senti poluição nem passei por subidas/descidas, já que o percurso é praticamente todo plano.
    Em compensação, correr a 2400m de altitude me fez fazer o pior tempo de 21km da minha vida.
    Um dia volto pra ir à forra.
    Abs
    Lia
    http://www.liaccampos.blogspot.com.br

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    • Julia

      Muito bem lembrado, Lia! Eu não senti nenhum efeito da altitude, mas realmente é importante estar atento e se aclimatar bem. Bom saber que a prova é bacana 😉

      Responder

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