A receita do condicionamento de Cafu

Paulo Vieira

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Sua planilha de treinos é polêmica: uma corrida por semana entre as capivaras do Tietê lá pros lados de Alphaville e a pelada sacrossanta do sábado – ou da segunda-feira: a ordem dos fatores não altera o produto.

Mas o venerável capitão do penta segue em forma, muito em forma, pode-se dizer. Se já não corre o jogo inteiro não é por falta de querência ou de potência: é que seus companheiros de bola já não aguentam o tranco.

Cafu falou com a dobradinha Sport Life/JQC, que já havia se juntado no Rio para entrevistar o jornalista pau-pra-toda-ultramaratona Clayton Conservani. Um teaser está aqui e no vídeo abaixo, mas eis alguns destaques:

– Na esteira Cafu só tem paciência para 5K. Na rua, ou no “bosque”, diz que pode rodar 20K.

– Cafu não tem preparador físico e não deixa de comer o que gosta;

– Ninguém batia o Muller no tiro nos bons tempos dos Menudos do Morumbi;

Vanessa, da Sport Life, e o grande capitão do penta
Vanessa, da Sport Life, e o grande capitão do penta

– A Fundação Cafu, que atende cerca de 1200 crianças e adultos anualmente no bairro onde o jogador cresceu, o Jardim Irene, na divisa de São Paulo com Taboão da Serra, se mantém com poucos apoios privados – a fonte principal são as burras do jogador. Foi no prédio da entidade que fizemos a entrevista;

– O sujeito tem o que se pode chamar de papo reto. É bem humorado, responde a todas as perguntas, mas não espere que da sua boca saia uma piada ou uma ironia;

– Cafu gosta de correr sozinho, com “meus pensamentos”, como disse. Sem fones de ouvidos nem playlists do JQC.

– Totti roncava tanto que chegava a cair da cama. (Mentira: nem falamos do grande e patzo meio-campista do Roma, mas ia ficar legal colocar aqui. Fineza debitar da minha conta de ficcionista frustrado).

Quem conduz a entrevista abaixo é a Vanessa de Sá, da Sport Life.

 


Entrevista com Cafu por sportlifebrasil

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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