As 10 melhores dicas que aprendi na nutricionista

Julia Zanolli

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Nasci com 1,6 quilo. Dizem que meu pai soluçava, achando que eu não ia “vingar”. Passado o susto me tornei um bebê rechonchudo e, depois, uma criança magrela. Na adolescência voltei ao shape roliço.

Até que lá pelos 16 anos botei na cabeça que ia emagrecer. Comecei a fazer exercícios (e a correr), parei de fazer brigadeiro de colher toda semana (bons tempos aqueles) e de comer carne e perdi uns bons seis quilos. Assim me mantive por quase uma década.

Até que um namorado bom de cozinha me tirou do prumo e voltei ao carboidrato-ostentação. Quando vi a balança beliscar números nunca dantes alcançados, decidi que era hora de procurar ajuda.

E a vontade de chafurdar no chocolate e nunca mais contar uma caloria na vida?
E a vontade de chafurdar no chocolate e nunca mais contar uma caloria na vida?

Pedi uma indicação para a colega Patrícia Julianelli, a eterna magra, e fui parar na Food Coach, consultoria da nutricionista Suzana Bonumá, mulher do Mário Sérgio, da Run & Fun. Gente peso pesado no quesito nutrição esportiva.

Depois de passado aquele constrangimento inicial de falar todas as porcarias que eu comia ao longo do dia, veio o momento da derradeira tortura: tirar as medidas e medir a quantidade de gordura corporal.

Ela então me passou uma nova dieta dividida entre porções de carboidratos, proteínas, frutas e saladas e o mais legal era que eu podia fazer infinitas combinações dentro daquele esquema. Por exemplo: no café da manhã eu tinha direito a duas porções de carboidrato e uma de proteína. Então poderia comer duas fatias de pão integral com queijo branco, ou pão francês sem miolo com mussarela, cereal com leite desnatado e assim por diante.

Descobri que por ser vegetariana precisava comer muito mais proteína (queijos, ovos, soja etc.) do que imaginava. Nos retornos, a nutricionista me perguntava onde eu estava escorregando e readaptava o plano alimentar. Em alguns meses, perdi 7% de gordura corporal e voltei ao meu peso ideal.

Naturalmente, as indicações variam muito para cada indivíduo, mas aqui vão algumas das dicas que me fizeram perder uns bons 8 kg naquela época (e nunca mais voltar).

  • Fracionar as refeições e comer seis vezes por dia
  • Água, muita água. Às vezes a gente confunde a sensação de sede com fome, então vale sempre ter uma garrafinha ao lado da mesa
  • Beber sempre um bom copo de água antes das refeições
  • As porções ideais podem ser beeeeeem menores do que você imagina. Cuidado com aquela colher grande de pegar alimentos
  • Suco de laranja é uma delícia cheia de vitaminas, mas é bastante calórico
  • Alimentos diet  não tem açúcar, mas costumam ter muita gordura. Pense bem se vale a pena
  • Queijo branco pode não ser tão camarada assim. Como normalmente as fatias são mais grossas, você pode acabar comendo mais do que deveria
  • Fique de olho no rótulo dos alimentos. Às vezes uma comida com a maior pinta de saudável é cheia de sódio
  • Proteína magra, essas palavras têm poder. Dão sensação de saciedade por bastante tempo, ajudam a reparar a musculatura depois da corrida e são pobres em gordura
  • Nunca, jamais, pule as refeições antes e depois do treino para “economizar calorias”, sobretudo se você vai se exercitar por mais de uma hora.

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Julia Zanolli

Julia Zanolli começou a correr em nome do bom jornalismo quando foi trabalhar na revista Runner’s World sem entender nada do assunto. A obrigação virou curtição, mesmo depois de sair da revista. Se livrou do carro para poder andar a pé pela cidade, mas é fã assumida de esteira. Prefere falar de comida do que de nutrição e acha que ter tempo é muito melhor do que matá-lo.

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