Testamos o Adidas Supernova Glide Boost 6

Julia Zanolli

Depois de anos de trabalho duro editando o Guia do Tênis da Runner’s World, em 2012 fui a Nova York participar do Shoe Summit, um encontro anual promovido pela matriz americana com diversos fabricantes de tênis. A ideia é que elas expliquem detalhes sobre as novas tecnologias e falem sobre as apostas para os próximos meses.

Para desespero da minha mãe e dos organizadores do evento, o furacão Sandy atrapalhou os planos ( e cancelou a Maratona de Nova York). Uma das poucas marcas que conseguiu fazer a apresentação foi a Adidas, em um modernoso escritório no centro de Manhattan.

O assunto era a nova tecnologia deles, Boost. A promessa era alta: uma espuma mais leve, mais resistente e com melhor absorção de impacto do que o EVA, que compõe a maioria das solas de tênis por aí. Tudo devidamente comprovado com vídeos e amostras sobre as nossas mesa. Aham, pensei. Todo mundo fala que acabou de descobrir o a me-lhor-sen-sa-ção-do- pla-ne-ta. Mas na saída, o editor do Guia da RW americana disse: “se isso funcionar mesmo, é a maior novidade tecnológica no mercado dos últimos tempos”.

Testamos
Nas últimas semanas, corri com o Supernova Glide Boost 6 e eis o veredito: é a maior novidade tecnológica no mercado dos últimos tempos. Então aqui vão os fatos:

Curti: o amortecimento fofissíssimo, parece que a sola do tênis é um travesseiro, para quem ama um conforto. o/
Apesar da sola ser grossa, devolve bem o impacto da pisada.
Além do asfalto, vai bem na grama e também na subida. Para a tristeza da rinite crônica do paulistano, não consegui testar na chuva. O design é bonito, clean, sem firulice.

Não curti: O tênis “come meia”, então acabo usando as de cano mais alto para não ter problema. Como a sola é grossa, não dá muito contato com o chão. O que nos leva a uma questão importante: quem gosta de tênis mais minimalistas provavelmente não vai aprovar. Se quiser provar a tecnologia, você pode tentar o Sonic Boost, que tem a sola mais fininha.

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Julia Zanolli

Julia Zanolli começou a correr em nome do bom jornalismo quando foi trabalhar na revista Runner’s World sem entender nada do assunto. A obrigação virou curtição, mesmo depois de sair da revista. Se livrou do carro para poder andar a pé pela cidade, mas é fã assumida de esteira. Prefere falar de comida do que de nutrição e acha que ter tempo é muito melhor do que matá-lo.

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