A Lusitana roda

Paulo Vieira

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A Talita Ribeiro fez uma linda e altiva despedida deste espaço sexta passada. Uma despedida que menos olhou para trás do que pra frente. Ao dizer como é (tentar) andar de bicicleta, ela encerrou um ciclo com o JQC abrindo outro: quem sabe vem aí um JQP? Mas, indo mais ao âmago, creio não haver nada mais recompensador, edificante e essencialmente humano do que aprender algo novo. Muita sorte à querida amiga, que agora pedala com mais força seu blog de turismo, o viagemevoo.

E disso a mina entende, pois seu começo foi lá na Viagem e Turismo, Editora Abril, Deus a tenha.

Mas como quem fica parado é poste, e não do Lula, este post já serve para introduzir a nova colega de JQC, a Julia Zanolli.

Julia Zanolli, ex-Runners World, agora Jornalista que Correm
Correndo pela notícia

Julia passou os últimos três anos na Runner’s World Brasil, editou alguns muitos guias do tênis, assim conhece muito mais de matérias de corrida e de equipamentos esportivos do que este mestre de cerimônias fanfarrão que vos entretém de quando em vez.

As palavras abaixo são da Julia. Bem-vinda de volta ao cascalho, gata.

Quem é você?

A primeira vez que vi o Paulo (Vieira) foi durante uma visita da filha dele, Vitória, à redação. De modo que não vi bem o Paulo porque a Vitória é daquelas crianças meio hipnotizantes, e de repente você está dando a ela todas as canetas e balas que consegue achar. Acho que ela estava colorindo uma borboleta. Acho que vi o Paulo também junto à impressora do sétimo andar da Editora Abril.

Cheguei à Abril em 2008 depois de um processo seletivo meio tortuoso. O link daquela burocrática página de cadastro de currículo falava em “Estágio Runner’s”. Achei que era um novo termo de RH. Eles adoram essas coisas de sinergia, head hunting, downsizing… Precisam de um estagiário “correria”, pensei. É nóis.

Senti uma pequena vertigem quando descobri que a vaga era para a revista Runner´s World, que estava sendo lançada no Brasil (no tempo em que ainda se lançava revista). A lógica do mínimo esforço ainda imperava nos meus quadríceps: correr e falar sobre corrida não fazia muito sentido. Mas fui, afinal trabalharia em uma editora grande com gente grande.

Nessa época comecei a correr no parque Villa-Lobos, com uma assessoria esportiva. Os professores e o isotônico eram uma beleza, mas eu ficava meio constrangida com aquela turma da corrida querendo formar laços e comer pizza. Depois fui para a esteira. Curto muito, não vou mentir. Nos últimos tempos tenho corrido na praça perto de casa e já superei a vergonha de passar pelo guarda da rua cinco vezes. “Bom dia, Marcos!”. E o Marcos só faz que sim com a cabeça. Na segunda volta eu também só dou um alô arfante.

Virei repórter e depois editora da revista: lá aprendi tudo que sei sobre corrida e quase tudo que sei sobre jornalismo. Mas depois de cinco anos na Abril, cansei do RH, da impressora e de não saber se está frio ou calor fora daquele prédio. O 13º salário virou vida de freela.

Quando o Paulo falou que precisava de uma mão no blog, levamos só umas quatro mensagens no Facebook para resolver que sim, claro, tem jogo. Marcamos uma reunião no home office dele e na saída encontrei a Vitória. Ela está uns 10 centímetros mais alta e com o mesmo olhão de “Quem é você?”.

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

3 Comentários

  1. Antonio Bellas

    Muito bem vinda!
    Ja a acompanhava no outro blog, sem duvida agora vou rastrear de mais perto!
    Texto enxuto, coisa rara de se ler hoje em dia!
    Grande aquisição.

    Responder

    • Julia

      Opa, muitíssimo obrigado, Antonio!

      Responder

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