A arte de correr… por prazer

Talita Ribeiro

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Ontem, enquanto fazia um teste ergoespirométrico, com 11 eletrodos colados no corpo, uma máscara de ar no rosto e um marcador de pressão preso no braço, lembrei do primeiro post que escrevi para o blog, me apresentando e contando um pouco sobre a minha expectativa quanto a corrida. Eu mal poderia imaginar que isso me faria ir mais ao médico, olhar para os exames de sangue e para as minhas pisadas com mais interesse e “ciência”, ficar toda preocupada ao ver que os meus genes são melhores para corrida de tiro do que maratonas…  Eu só queria queimar energia, minha e das cachorras, sem gastar dinheiro, afinal, eu sou freela, né?

Felizmente, não vejo com maus olhos essas mudanças, muito pelo contrário, nunca tive tanto controle sobre o meu colesterol, nem sobre o meu humor. Quando corro, volto pra casa mais corada, disposta e me sentindo “dona de mim”. Antes do treino, ainda debato (e muito) mentalmente, pensando em todas as coisas mais cômodas ou produtivas que poderia fazer naquele período, mas quando venço essas desculpinhas, ninguém me segura, quer dizer, só a contagem de 3 em 3 minutos, que me avisa quando é hora de correr e quando devo voltar a caminhar.

Com base nisso, fiz a parte feminina da FILOSOFIA DO JORNALISTAS QUE CORREM:

– Como tudo o que é bom, correr despenteia. A ideia não é permanecer bonita, mas se sentir melhor a cada dia que optar por liberar endorfina, mesmo suada, ofegante e rolando na grama com as cachorras.

– Meu corpo, minhas regras. Qualquer homem ou mulher que já participou de algum movimento feminista conhece esta frase e ela também se aplica à corrida. Não corremos de acordo com o que as planilhas de sites e revistas ditam,  mas sim com os limites do nosso corpo.

– Correr é a melhor forma de conhecer a si mesmo e ao mundo. Não que a gente dispense a terapia, mas na corrida é mais fácil se conectar com o estamos sentindo, desde a maldita pedrinha dentro do tênis até questões bem mais subjetivas. E adoramos correr nos lugares que visitamos pelo mundo, seja em Nova York ou no Piauí.

– Escrita e corrida combinam e dão bons posts, romances, biografias… Acreditamos que compartilhar nossas experiências através de textos é a melhor forma de se aproximar de outros jornalistas que correm. E médicos, professores, publicitários…

– Não se corre impunemente. Você pode até estipular um trajeto, o tempo a ser batido, a roupa e o tênis perfeitos, mas a corrida te invade e pode desperta novos interesses ou te mudar assim, passo a passo.

http-::www.flickr.com:photos:almilan

E você, o que sugere para a “tábua da lei” do Jornalistas que Correm?

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Talita Ribeiro

Talita Ribeiro corre atrás do próximo freela e para conciliar o MBA, o casamento e essa vontade de escrever novas histórias. É iniciante, daquelas bem desastradas, e só decidiu deixar a esteira e o trabalho fixo nesse ano, após voltar de San Francisco, onde todo mundo corre na rua para inovar e aproveitar melhor a cidade.

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