Dá para evoluir sem assessoria esportiva?

Paulo Vieira

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Correr emagrece, promove o bem-estar geral, permite que bebamos e comamos mais. Tudo isso já foi dito aqui. O que não se falou muito é que correr é uma atividade sustentável, podendo ser feita com quase nenhum investimento.

Sim, é bom ter um tênis adequado e, como ensinava o velho Guia Completo da Corrida, o livro que já citei do americano James Fixx, “corte uma calça de brim que não usa mais e você terá um short”.

É possível também encarar a corrida como um ato quase libertário. Uma maneira de se apropriar dos espaços da cidade nos horários que bem entender. Algo que fez o Fernando Alves Pinto neste filme. Melhor: intempestivamente ou não, de chofre ou não. Nada que você precise anunciar com antecedência para a secretaria de segurança pública ou para o Blatter.

Mas nem todo mundo pensa dessa maneira. Na entrevista publicada aqui com o Sérgio Xavier, da Runner’s World Brasil, e em conversa com outros corredores surgiu um consenso em torno das vantagens de se contratar uma assessoria esportiva.

Há várias trabalhando no Brasil, como a MPR, de Marcos Paulo Reis (na foto abaixo), e a Run & Fun, de Mário Sérgio Andrada e Silva. São elas que ocupam os espaços na USP, em São Paulo, e do Aterro, no Rio, com suas barraquinhas, preparadores físicos e isotônicos.

Mais do que isso, são elas que estabelecem programas de treinamento para seus “atletas” – Xavier disse que correu sua primeira maratona sem ajuda deles, mas seguiu planilhas que catalogava.

As assessorias também ajudam a fazer com que você mantenha o pique, que talvez seja o grande ponto para quem busca correr com regularidade. Como ter vontade de acordar cedo com chuva ou ir para o cascalho depois do trabalho? Isso duas, três, quatro, cinco vezes por semana?

Sem um compromisso, às vezes até sem um compromisso financeiro, muita gente abandona o pitch.

Eu nunca usei os serviços de assessorias, mas isso não faz de mim um total outsider, um maverick sabichão que está aí para atualizar o slogan punk e clamar seus iguais ou diferentes a viver o do it yourself. Mas seria, acho, uma perda grande deixar de considerar agora uma ida ao Minhocão, por exemplo, só porque amanhã há um treino de velocidade ou, martírio dos martírios, uma sessão de musculação.

A questão é: dá para se tornar maratonista assim? Eu, que sou corredor de meia maratona, quero dar esse pulo. Conseguirei?

O que você acha?

MARCOS PAULO

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 6, com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

Um Comentários

  1. Chico Barbosa

    Conseguirá. Basta ter disciplina. Sem disciplina, nem com assessoria você conseguira.

    Responder

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