Pé com pata: correr com cachorro

Talita Ribeiro
Um Golden Retriever vendo a Golden Gate :)
Um Golden Retriever vendo a Golden Gate :)

Foi em San Francisco, no horário canino (entre 17h e 18h), que eu pensei pela primeira vez sobre a companhia ideal para a corrida. Na cidade americana há mais cachorros do que crianças, logo, não é difícil encontrar pets e seus donos pela rua. Os diversos parques e paisagens deslumbrantes também incentivam todos a saírem e aproveitarem os espaços públicos. E despertarem saudade em quem, como eu, foi para lá sozinha e deixou em casa 2 vira-latas fofas.

São Paulo pode não ter brisa ou o belíssimo Golden Gate Park, mas tem outros bons parques e áreas verdes que guardam quase tudo que um cachorro precisa para acompanhar o dono: sombra, grama e água fresca. Sim, porque não basta sair correndo com o bichinho, é preciso tomar alguns cuidados, como apresentá-lo ao novo exercício e, aos poucos, ir aumentando o ritmo.

Conversei com a Dra. Paula Vasconcellos, que trata a Princesa Leia e a Omara no Petmelie, e ela contou que não são raros os casos de queimaduras nas patinhas, normalmente causadas pelo contato das patas com asfalto ou cimento quentes. “Os horários em que o sol está mais forte, como 12h e 13h, devem ser evitados por várias razões: porque o cachorro não tem proteção para aguentar o chão quente e pode se queimar, ele gasta mais energia tentando refrigerar o ar que respira, fica exausto e precisa parar para se hidratar mais rápido”. Sobre hidratação, a veterinária também aconselhou a dar pequenas quantidades de água durante o treino, principalmente se o animal for grande, para que ele não fique com o estômago pesado e passe mal. Após a atividade, você pode deixá-lo tomar quanta água quiser.

Não dá para exigir também que todo o cachorro tenha o mesmo desempenho, os com nariz comprido, normalmente, conseguem refrigerar o ar que respiram mais rápido do que os com o focinho achatado, aguentando mais tempo de corrida. É preciso observar também como o animal está encarando a nova atividade, se ele manca após o treino, se não tem mais vontade de passear, se fica extremamente cansado… Esses são alguns sinais de alerta. “Quando o dono não presta atenção nos sinais do cachorro, há o risco até de um animal manso tornar-se mais arredio ou violento ao ver alguém mexendo na guia. Porque o que era para ser um momento de diversão, vira tortura”, avisa a Dra. Paula.

Leia e Omara, minhas fiéis companheiras, estão encarando muito bem a nova rotina e, nos dias em que eu não corro, ficam até meio deprimidas. Para evitar as queimaduras nas patas, eu só corro com elas na grama e é a Omara, cachorrinha menor, que dita até quando nós vamos. Começamos com 30 minutos e hoje já conseguimos chegar a 50, parando para beber água e relaxar na área reservada para os cachorros brincarem no parque. Leia tem dois anos e Omara um ano e meio, por isso podem me acompanhar. Não é recomendado que filhotes sejam expostos a exercícios que exijam tanto, porque podem desenvolver problemas nas articulações.

Correr é uma ótima forma de gastar a energia do seu cachorro e ter momentos de descontração com ele. Leia, a cachorra mais espuleta do mundo, adora e recomenda 😉

Princesa Leia no Parque Villa Lobos

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Talita Ribeiro

Talita Ribeiro corre atrás do próximo freela e para conciliar o MBA, o casamento e essa vontade de escrever novas histórias. É iniciante, daquelas bem desastradas, e só decidiu deixar a esteira e o trabalho fixo nesse ano, após voltar de San Francisco, onde todo mundo corre na rua para inovar e aproveitar melhor a cidade.

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