Primeiro encontro

Paulo Vieira

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Olá. Meu nome é Paulo Vieira. Trabalho em redação desde o tempo da máquina de escrever, mas felizmente me tornei editor nos tempos do computador. Imagina ter de reescrever todos os textos que editei na vida numa Remington. Cacete, melhor nem pensar.

Hoje sou redator-chefe da revista mensal Viagem e Turismo, da Editora Abril, o que pode levar muitos leitores deste blog a imaginar que eu passo metade dos meus dias viajando. Casualmente, estou no meio de um corredor, espremido entre uma americana mala e um senhor distinto, que lê uma Folha de S. Paulo amanhecida, dentro da classe econômica da United, esperando para decolar para Washington, onde outro avião me espera (eu espero) para Tóquio, Japão.

Quanto às corridas, a história é mais ou menos assim: quando eu era adolescente, 14, 15 anos, e pouca gente corria em São Paulo – tanto, que os corredores se cumprimentavam ou, ao menos, se perguntavam se deviam cumprimentar o doido que vinha na direção contrária -, comecei a correr na Avenida Sumaré.

Fui estendendo os percursos até finalmente me decidir por correr uma meia maratona em 1983. 1983, puta que pariu. Meu tênis era um Bamba Daytona. Apertado.Terminei a meia, andando uns bons 6 ou 7 quilômetros no final. Detalhe: descalço desde a Berrini, que na época ainda tinha suas belas favelas e nem tantos espigões do Bratke e sei lá quem mais.

Então eu parei no som. Fiquei uns bons 18 anos sem fazer uma mísera corrida. Voltei com os quatro pés em 2001, ano que entrei na Viagem e Turismo (que doravante chamaremos de VT), e hoje corro bem os 21k da meia, inteiraço. O tênis é Mizuno.

Este blog, que dividirei com a Talita, antenadíssima jornalista que chefiei na VT e agora com grande felicidade reencontro, tem a singela intenção de falar com gente afim sobre temas afins. Corredores, jornalistas, mas não só, estão todos convidados. Nossa conversa aqui abordará corrida, preparação, nutrição, superação e, especialmente, curtição.

Espero encontrar um bom circuito em Tóquio, já que o mais legal dessa história toda é ter prazer – e o prazer é maior quando se corre por lugares diferentes. Neste domingo pela manhã, na minha corridinha de duas horas cravadas, eu ja tive a sorte de andar por Teerã – ok, é uma praça na Lapa – antes de cair na USP.

Então stay tune, rapaziada, que o que vem por aqui é coisa boa. Sayonara.

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Paulo Vieira

Influenciado pelo velho “Guia completo da corrida”, do finado James Fixx, Paulo Vieira fez da calça jeans bermuda e começou a correr pela avenida Sumaré, em São Paulo, na adolescência, nos anos 1980. Mais tarde, após longo interregno, voltou com os quatro pés nos anos 2000, e agora coleciona maratonas – 7 (Sp, Rio do Rastro, Rio, UDI e uma na Nova Zelândia), com viés de alta – e distâncias menos auspiciosas. Prefere o cascalho de cada dia às provas de domingo e faz da corrida plataforma para voos metafísicos, muitos dos quais você encontra nestas páginas. Evoé.

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